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Casas de luxo na Avenida da República em Lisboa isentas de IMI e IMT

A fachada do imóvel ficará assim / Lucios Real Estate
A fachada do imóvel ficará assim / Lucios Real Estate
Autor: Redação

Vão nascer 29 apartamentos de luxo na porta 95 da Avenida da República, em Lisboa. Por se tratar de um imóvel classificado, os compradores do futuro condomínio vão ficar isentos do pagamento de IMI e IMT. A Lucios Real Estate é a responsável pelo projeto.

O novo empreendimento imobiliário do grupo Lucios chama-se “República 95” e vai transformar o antigo edifício num prédio de luxo com seis pisos onde deverão nascer 29 novos apartamentos, com tipologias que variam entre T0, T1 e T2, projetados com áreas de 36 a 109 metros quadrados (m2).

As casas já estão em fase de comercialização, segundo um comunicado da Lucios, e devem estar prontas em 2020. Mais adianta a empresa que, “por se tratar de um edifício classificado, os futuros compradores vão poder usufruir de uma isenção de IMT e IMI".

O aspeto atual do prédio / Lucios Real Estate
O aspeto atual do prédio / Lucios Real Estate

"A nossa principal missão é preservar as características originais do edifício, que lhe conferem um caráter único e excecional, ao mesmo tempo que, no interior, garantimos as melhores condições para o bem-estar dos novos moradores, que poderão encontrar no República 95 um espaço altamente exclusivo numa das melhores zonas da cidade de Lisboa", refere a Lucios Real Estate.

Os espaços, inspirados na Arte Nova, foram “pensados para se adaptarem às novas necessidades da cidade” e vão combinar “a elegância dos vibrantes anos 20 e tendências mais futuristas, através da adoção de novas tecnologias que vão garantir funcionalidade, eficiência, conforto e bem-estar aos novos inquilinos".

História de um imóvel que era da burguesia lisboeta

Este imóvel "faz parte de um conjunto de edifícios da Avenida da República, característico da nova malha urbana, que surgiu ao longo das duas primeiras décadas do séc. XX, como consequência de uma burguesia que pretendia aliar conforto a uma estética, que aludisse às construções oitocentistas, traduzindo uma linguagem eclética", recorda, por sua vez, a Câmara Municipal de Lisboa na sua web.

Este edifício residencial em particular, obra do construtor Joaquim dos Santos, segundo risco de autor desconhecido, foi edificado entre 1909 e 1911. "De planta longitudinal, a sua fachada harmoniosa, única frente de rua, desenvolvida em cinco pisos, animados pela abertura de vãos a ritmo regular, é rematada por platibanda com medalhão central ornado por vaso de pedra, destruído por altura do sismo de 1962", aponta ainda a autarquia.

Objeto de intervenção, em 1991, segundo projeto do arq. José Miguel da Fonseca, o edifício manteve a fachada original, mas sofreu reconstrução total no interior para acolher escritórios, que agora volta a ser adaptado para receber habitação pela mão da Lucios.

"Este imóvel encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público juntamente com o edifício da Avenida de República, 97-97C", pode ler-se ainda no site da CML.