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Investidores piscam o olho às casas luxuosas à venda em Portugal

Este apartamento, um dos seis do empreendimento Foz Avenue, está à venda por 2,9 milhões   / Kendall & Associados
Este apartamento, um dos seis do empreendimento Foz Avenue, está à venda por 2,9 milhões / Kendall & Associados
Autor: Redação

Há cada vez mais negócios imobiliários em Portugal a envolver casas de luxo. Lisboa, Porto e a região do Algarve são as zonas mais atraentes – e procuradas – para os investidores mais endinheirados. A recente venda de uma penthouse na capital por 7,2 milhões de euros comprova esta tendência de aposta no segmento de luxo – ou super luxo. 

Os especialistas consideram, de resto, que o país continuará na mira destes compradores “especiais” que parecem estar decididos a investir neste segmento de negócio também ele “especial”. 

“Tem-se registado cada vez mais procura no ultraluxo, sobretudo nos últimos dois anos. Tanto por parte de cidadãos estrangeiros como de portugueses. Estamos a falar de valores médios entre um e três milhões de euros no mínimo”, disse Ana Jordão, diretora da área residencial da imobiliária Predibisa, citada pelo Jornal de Notícias.

Outro bom exemplo deste tipo de negócio, além do já mencionado em Lisboa, é um dos seis apartamentos do empreendimento Foz Avenue, na Avenida Brasil, zona nobre do Porto: está à venda por cerca de 2,9 milhões de euros, um valor recorde na Invicta.

“No Porto, as famílias que procuram este tipo de imóveis têm, obviamente, elevado nível de vida e procuram conforto, facilidade de mobilidade, proximidade a colégios internacionais e vistas de mar e de rio. Os estrangeiros, sobretudo esses, valorizam também a segurança, até porque muitos são provenientes de países com muita criminalidade, como o Brasil”, explicou a responsável.

Segundo Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal, o luxo, por envolver valores muito acima da média, não está influenciado por fatores que afetam um mercado tradicionalmente volátil como o imobiliário. “O aumento ou diminuição da procura/oferta generalista não é fator que possa mexer com este segmento, que é o mais estável de todo o mercado. Não há expetativa de mudanças em sentido contrário até 2020”, referiu, acrescentando que Lisboa e Cascais são os concelhos que “revelam maior dinamismo neste sub segmento”, sendo lá que se concentra a “maior oferta deste tipo muitíssimo específico de imóvel”.