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Lisboa fora das cidades do mundo com maior risco de bolha imobiliária

Autor: Redação

Os preços das casas dispararam em Portugal nos últimos anos – os recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do idealista confirmam isso mesmo –, nomeadamente em Lisboa. A capital não consta, no entanto, no ranking das 24 cidades mundiais com maior risco de passar por uma bolha imobiliária. Uma lista que é liderada pela alemã Munique, que destronou Hong Kong.

Em causa está o estudo “Global Real Estate Bubble Index 2019”, publicado esta segunda-feira (30 de setembro de 2019) pelo banco suíço UBS, que analisa os preços das casas em 24 grandes cidades mundiais. 

UBS
UBS

Segundo o mesmo, Munique, Toronto (Canadá), Hong kong, Amesterdão (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Vancouver (Canadá) e Paris (França) são as sete cidades que estão em risco de enfrentar uma bolha imobiliária. 

Há depois outras 12 cidades onde os imóveis estão sobreavaliados, mas escapam, ainda assim, ao rótulo de estarem em risco de passar por uma bolha. São elas Zurique (Suíça), Londres (Reino Unido), São Francisco (EUA), Tóquio (Japão), Estocolmo (Suécia), Los Angeles (EUA), Genebra (Suíça), Sydney (Austrália), Tel Aviv (Israel) e Madrid (Espanha), que entra pela primeira vez na lista.

De referir que apenas quatro das 24 metrópoles analisadas têm valores imobiliários “justos”: Singapura, Boston (EUA), Milão (Itália), Dubai (EAU). Já Chicago (EUA) encontra-se subavaliada. 

UBS
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“Nos últimos quatro trimestres, soaram desequilíbrios em especial na Zona Euro, com Frankfurt e Paris a serem os dois mais proeminentes nas entradas na zona de risco de bolha quando comparado com o ano passado. Por contraste, as avaliações em Vancouver, São Francisco, Estocolmo e Sidney caíram bastante”, conclui o UBS.

O mercado imobiliário de Londres, por ser turno, “arrefeceu consideravelmente, retirando o centro financeiro do território de risco de bolha imobiliária pela primeira vez em quatro anos”, lê-se no documento.