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Residências universitárias do Porto ao rubro: Milestone e Livensa Living arrancam em vantagem

Nova vaga de projetos de investimento previstos para polo universitário da Asprela, com aberturas previstas até 2022.

Parque Urbano do Pólo Universitário da Asprela - Porto / Flickr
Parque Urbano do Pólo Universitário da Asprela - Porto / Flickr
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

As residências Milestone Porto Asprela e Livensa Living Porto Campus abriram as portas no início do ano letivo (setembro 2019) e apresentam uma ocupação que rondará entre 80% e 90%. São as duas primeiras residências privadas a abrir no polo universitário da Asprela, de uma nova vaga de projetos de investimento previstos para este cobiçado segmento de mercado da cidade do Porto. 

Contabilizando os projetos que nos últimos meses foram anunciados publicamente pelos seus promotores, estão atualmente em fase de construção e licenciamento, empreendimentos que ultrapassarão as seis a sete mil camas, como abertura prevista até 2022.  

Ao idealista/news, Jonathan Holloway, responsável da Temprano Capital Partners, promotor da Livensa Living, que tem em construção uma segunda residência perto do Campo Alegre, diz estar atento: “monitoramos de perto os desenvolvimentos futuros”. 

Já Caroline Hadl, diretora de marketing da Milestone refere, “como pioneira neste mercado temos como objetivo continuar a expansão no Porto e em Portugal como um todo”. 

Milestone “com poucos apartamentos disponíveis” 

A residência Milestone - promovida em parceria pelos austríacos da Value One e pelos portugueses da Garcia Garcia - foi o primeiro a avançar no Porto na promoção de um empreendimento com um grande capacidade de alojamento, apresentando no total 220 apartamentos ou estúdios. 

Em declarações ao idealista/news, Caroline Hadl, destaca que, neste momento, “restam poucos apartamentos disponíveis”, frisando, “esperamos estar com ocupação plena nas próximas semanas”. 

A responsável da Milestone, mostra a sua satisfação por este operador ter conseguido introduzir um novo produto no mercado imobiliário do Porto. Portanto, diz, “esperava-mos que fosse bem recebido”.  

Para Caroline Hadl, “o alto padrão de segurança e a equipa acolhedora, permite que os residentes se sintam em casa”. Frisando que estes aspetos são “reconhecidos pelos estudantes” - locais e internacionais – e pelos “seus pais”. 

Os preços dos apartamentos começam a partir de 129 euros por semana, tal como anunciou, em Maio passado, a responsável ao idealista/news. Tarifa, que “inclui todos os custos operacionais, ar condicionado, móveis, ginásio, salas de estudo, limpeza mensal, serviço de emergência técnica e muitas outras comodidades”. 

Quanto à nacionalidade dos estudantes hospedados “60% são internacionais e 40% são locais”, destaca. 

Livensa Campus tem a funcionar apenas um bloco 

Promovida pela Temprano, a residência Livensa Campus, localizada na rua Dr. Manuel Pereira da Silva - a escassos metros de distância da residência da Milestone -, abriu em setembro apenas um dos blocos de apartamentos, ou seja metade da oferta disponível. No total, o empreendimento é constituído por 580 estúdios.  

Ao idealista/news, Victoria San Martin, responsável de marketing da Livensa em Portugal, refere “temos aberto, neste momento, o bloco 1, e estamos com uma ocupação de 80% do total disponível, maioritariamente estadias para ano académico”. 

A Livensa Living é operada pela CRM Students, marca responsável pelo marketing, vendas e operação da residência da Temprano no Porto. 

Sobre a oferta e preços disponíveis do projeto, Victoria San Martin destaca, “está adaptada às necessidades do mercado, com quartos duplos a partir de 440 euros por pessoa/mês que tem tido uma excelente aceitação, assim como estúdios individuais a partir de 695 euros /mês, para quem preza a sua privacidade”. 

Uma situação que está em conta com o facto de na ocupação “o mercado nacional representar, neste momento, 50%, em linha com os nossos esforços e previsões”, destaca Victoria San Martin. Frisando que, este aspeto, “claramente confirma as nossas melhores previsões e demostra que existe apetência do mercado nacional por este tipo de produtos”. 

Temprano e Milestone atentos ao evoluir do mercado 

Jonathan Holloway, responsável de desenvolvimento da Temprano em Portugal, salienta que embora não haja dúvida de que existe em desenvolvimento um número significativo de novos projetos de residências para estudantes no Porto, é importante não esquecer que começamos de uma base quase inexistente e criamos efetivamente o mercado para essa classe de ativos”.  

Por sua vez, Caroline Hadl acrescenta, “obviamente, à medida que o mercado amadurece algumas marcas vão liderar no futuro. Nós estamos confiantes em dar esse exemplo”. 

Espanhola Syllabus escolhe Porto para abrir primeira residência de estudantes em Portugal

O primeiro projeto da filial da espanhola Urbania no país está avaliado em mais de 8 milhões de euros e não deverá ser a única unidade da Syllabus, estanto já a ser estudadas "várias oportunidades" em Lisboa e no Porto, segundo revela Jeffrey Sújar, CEO da empresa em entrevista ao diário espanhol Eje Prime.

Dando nota de que a avaliação destes futuros investimentos está em fase preliminar, o gestor diz que a empresa tem a expectativa de "fechar novas operações em 2020" no mercado português. 

À nova residência em território luso somam-se outras 8 que deverão ser desenvolvidas nas principais cidades espanholas: Madrid (2), Valência (1), Málaga (1), Pamplona (1), Sevilla(1), Salamanca (1), e ainda outra cidade que ficou por revelar. 

Estas novas unidades, juntas, disponibilizarão aos estudantes ibéricos mais 3.000 camas até 2021. O investimento nestes projetos ronda os 150 milhões de euros, mas não deverá ser suportado unicamente por Syllabus, já que, no início do ano, a empresa chegou a acordo com a gestora de ativos norte-americana Invesco para apostar até 250 milhões neste segmento alternativo, que agora se encontra em ascensão nos países ibéricos.

Belga Xior também está a investir na Invicta

Por outro lado, o Porto faz parte da rota de investimentos que a Xior Student Housing traçou para o desenvolvimento de novas residências de estudantes na Península Ibérica. Os belgas já aplicaram 171 milhões de euros em novos projetos e planeiam gastar mais 79 milhões de euros, somando um investimento total de 250 milhões de euros, segundo avançava recentemente o PropertyEU.

Foi em março desde ano que a empresa, especializada neste segmento imobiliário alternativo, anunciou a sua entrada no mercado ibérico, comunicando o desenvolvimento de 3 novas unidades: duas em Portugal e uma em Espanha, num investimento avaliado em 53,7 milhões de euros.

Lisboa e Porto foram as cidades eleitas pela belga Xior para desenvolver os seus dois primeiros projetos em território luso. A residência na capital, localizada na Rua Artur Lamas, conta com 124 quartos e deverá abrir as suas portas ao público em 2021. Já a nova unidade no Porto deverá incluir 211 quartos e apenas inaugurará os seus serviços em 2022. Só o desenvolvimento destas unidades representa 28.2 milhões de euros, revelou, na altura, a empresa em comunicado.