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Espanholas Cerquia e Acciona juntam-se e vão construir em Lisboa mil apartamentos

Vão nascer na capital quatro empreendimentos, dois em Alcântara, um na Graça e outro no perto do Parque das Nações.

Nesta zona, na Avenida de Ceuta, vai nascer o Alcântara Rio 2 / Google Maps
Nesta zona, na Avenida de Ceuta, vai nascer o Alcântara Rio 2 / Google Maps
Autor: Redação

A empresa espanhola Cerquia, que atua há 13 anos no mercado imobiliário de Lisboa, juntou-se à também espanhola Acciona para, juntas, fazerem grandes projetos residenciais na capital. Estão planeados quatro empreendimentos com mil novos apartamentos em várias zonas da cidade, sendo que um dos quais terá 300 casas para arrendar. 

De acordo com o Expresso, um desses quatro empreendimentos encontra-se na Avenida de Ceuta, num terreno junto ao condomínio residencial e comercial Alcântara Rio, que está vazio há anos e que funciona agora como parque de estacionamento da EMEL.

Será aí que vai nascer o Alcântara Rio 2, um edifício de 74 apartamentos que finaliza um antigo projeto da construtora portuguesa Obriverca, cujas dívidas avultadas ditaram a entrega do lote ao Millennium bcp – foi entretanto comprado pela Cerquia. As obras devem arrancar no segundo semestre de 2020. 

“A Acciona queria investir em Portugal e como eu já era sócio deles em Espanha, então decidiram vir comigo. Fizemos uma sociedade na qual a Cerquia é a empresa gestora e a Acciona é a empresa investidora, ou seja, nós gerimos os projetos cá como se fossem nossos e a Acciona não traz nada, nem pessoas nem tecnologia, só o dinheiro”, disse Carlos Cercadillo, fundador da Cerquia, citado pela publicação. 

Segundo o responsável, esta foi a opção tomada pelas duas empresas porque “a Acciona tem o capital” e a Cerquia “o conhecimento do mercado”. “Estamos em Portugal há muitos anos e é quase como se fossemos portugueses. Não somos uma empresa espanhola que se lembrou agora de vir para Portugal fazer investimentos especulativos e ir embora”, referiu.

Além do Alcântara Rio 2, a sociedade Cerquia/Acciona prevê construir um empreendimento perto do Parque das Nações que terá 800 casas, das quais 300 para arrendar, outro na Graça, com 100 casas, e outro também na zona de Alcântara, que terá 18 lofts. 

Com as vendas dos mil apartamentos, as empresas esperam encaixar cerca de 359 milhões de euros, tendo em conta que os preços oscilarão, em média, entre os 250 mil e os 400 mil euros, consoante as tipologias e a localização.

Os quatro empreendimentos à lupa

  • Av. Alfredo Bensaúde (Moscavide/Parque das Nações): terá 800 apartamentos, dos quais 500 para vender e 300 para arrendar. Em média, as casas para venda terão 100 metros quadrados (m2) e as para arrendar, 50 m2. Terá ainda 21.000 m2 para um hotel e uma área comercial. As obras e a comercialização arrancam no segundo semestre de 2020;
  • Alcântara Rio 2 (Av. de Ceuta, Alcântara): terá 74 apartamentos com uma área média de 115 m2 e as obras começam no primeiro semestre de 2020. O projeto encontra-se ao lado de um empreendimento já existente chamado Alcântara Rio e, por isso, irá chamar-se Alcântara Rio 2. Trata-se de um projeto da construtora Obriverca que não avançou e foi parar às mãos do BCP, a quem a Cerquia o comprou;
  • Rua Prior do Crato (Alcântara): trata-se da reabilitação de um edifício comprado ao Novo Banco que fica mesmo em frente ao futuro Alcântara Rio 2, na esquina da Avenida de Ceuta com o Largo de Alcântara. As obras começam no primeiro semestre de 2020 e terá 18 lofts;
  • Graça (junto ao mercado de Sapadores): terá 100 apartamentos e ainda não há datas em concreto, porque o projeto está “em fase de análise e desenvolvimento com base num estudo prévio de habitação na Câmara Municipal de Lisboa.