Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Novo megaprojeto imobiliário nos Olivais - Acciona paga 38 milhões ao Estado por terreno em Lisboa

PIP contempla habitação nova, escritórios, comércio e equipamentos. Mas CML quer que seja alterado.

Google Maps
Google Maps
Autor: Redação

Depois de ter dado o pontapé de saída no mercado nacional há cerca de um ano com um empreendimento na Graça, e de ter investido noutro projeto na Estrela, a construtora espanhol Acciona acaba de comprar um terreno nos Olivais, onde pretende desenvolver um novo megaprojeto imobiliário. O negócio foi feito com a Estamo e foi fechado nos 38 milhões de euros.

Com três propostas candidatas na mão da Estamo, a Acciona Real Estate acabou por vencer a corrida, através da recém criada sociedade Guadamad 2 Development, ao pagar cerca de mais três milhões de euros do que a imobiliária do Estado português estava estava a pedir, segundo o site da Estamo. E, mais uma vez, a Acciona deverá avançar neste projeto em território luso em parceria com a Clever Red, do empresário Carlos Cercadilllo.

O terreno adquirido – que agora é um descampado localizado junto à urbanização da Portela e o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos e esteve afeto a utilização militar – soma 42.155 metros quadrados (m2), de acordo com a Caderneta Predial Urbana, e é onde os espanhóis pretendem erguer o novo complexo imobiliário da capital, contemplando habitação, escritórios, comércio, uma unidade hoteleira e outros equipamentos.

Projeto contempla polémica torre 

Mas o projeto originalmente desenhado para este lote na Av. Dr. Alfredo Bensaúde terá de ser alvo de alterações. Em novembro do ano passado, a Estamo entregou à Câmara de Lisboa (CML) um Pedido de Informação Prévia (PIP), prevendo que quase metade do terreno seja ocupado por espaços verdes, e a restante área destinada a edifícios de habitação, escritórios, comércio e equipamentos, somando um total de 71.000 m2.

O plano está concebido com três edifícios — um com cinco pisos e duas caves e outro com dois pisos e quatro caves –, um dos quais já deu polémica, por ter 30 pisos acima do solo, num total de 135 metros de altura, para além de sete caves e 550 lugares de estacionamento. 

Na última resposta do Departamento de Licenciamento de Projetos Estruturantes, de 17 de abril de 2019, lê-se que o projeto tem de ser revisto. “Face ao exposto e, atendendo aos pareceres técnicos admitidos, sem prejuízo daqueles em falta, entende-se que a solução urbana proposta necessita de ser revista (…) pelo que se conclui que a mesma não tem viabilidade para prosseguir“.