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Margem Sul a descolar: dois lotes de terreno para construção nova à venda no Montijo

Os terrenos, na zona para onde está projetado o novo aeroporto, têm capacidade para dois edifícios. Custam 1.300.000 e 1.100.000 milhões.

Vitor Oliveira/Flickr
Vitor Oliveira/Flickr
Autor: Redação

A margem sul do Tejo continua a ser animada pela dinâmica imobiliária. Trata-se de uma zona cada vez mais procurada para viver, onde ainda é possível encontrar preços mais baixos que na vizinha Lisboa. Atualmente há dois lotes de terreno para construção à venda, por exemplo, no Montijo – onde deverá nascer o novo aeroporto –, com capacidade para dois edifícios, num total de 130 fogos e 28 espaços comerciais. Custam 1.300.000 e 1.100.000 milhões, respetivamente.

“É verdade que os preços têm vindo a subir, tal, como em Lisboa. Mas não são os preços praticados na capital, por isso são muito mais interessantes, para além das áreas dos novos apartamentos serem muito simpáticos, o que constitui mais um atrativo”, diz Carlos Marques, da Carpe Domus, ao Público Imobiliário.

O responsável refere, além disso, a procura de novas formas de vida e de zonas mais tranquilas para viver, sem se perder a necessária proximidade a restaurantes, bares, comércio e serviços. As notícias de um novo aeroporto naquela zona também fizeram “subir ligeiramente a procura”, sendo por isso “normal que o mercado se tenha tornado ainda mais apetecível do que já era”, segundo o responsável.

Lotes para construção nova: 130 fotos e 28 espaços comerciais

Para estes dois lotes de terreno, vendidos pelo Millenium bcp, encontra-se aprovado um PIP (Pedido de Informação Prévia), de acordo com a mesma publicação. Segundo este PIP, está prevista a construção de habitação coletiva com comércio em ambos os lotes (lote 2 e lote 4), com áreas de implantação de 1.800 e 3.000 metros quadrados (m2)  respetivamente. São mais de 17.000m2 de Área Bruta de Construção (ABC) para a componente residencial, com 60 e 70 fogos, e 4.800 m2 de ABC para a componente de comércio, com 8 e 20 espaços comerciais.

“Este ativo, dadas as suas caraterísticas, será sem dúvida apelativo, tanto a construtores, como a construtores/promotores, quer sejam de nacionalidade portuguesa ou estrangeira a operar em Portugal”, explica Ramiro Gomes, responsável de vendas Grandes Imóveis Sul da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário do Millennium bcp, que acredita no elevado interesse deste produto, decorrente não só dos fatores já referidos, “mas também da proximidade à cidade de Lisboa, onde os preços sofreram um grande incremento e do desenvolvimento urbano na região onde os terrenos se localizam”.