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Mediadores apelam à criação de uma Ordem profissional: um assunto que ficou “na gaveta”

Luís Lima, presidente da APEMIP
Luís Lima, presidente da APEMIP

Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), quer “retomar um caminho que já foi iniciado há anos” e que foi entretanto interrompido pela crise e pela “estadia” da Troika em Portugal: a criação de uma Ordem profissional.  

Este caminho já havia sido percorrido há anos, no entanto, a altura não foi a ideal, e perante uma profunda crise e intervenção pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o assunto acabou por ficar arrumado numa gaveta. Agora é mais que tempo para trazer este tema para cima da mesa”, disse o líder das mediadoras durante a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da entidade que preside e para a qual foi reeleito para o triénio 2020-2022.

Segundo Luís Lima, no sentido de “caminhar” para a “autorregulação da classe”, a APEMIP “está preparada para uma eventual transição para uma Ordem profissional, sempre em parceria com o Estado, e conjugando todos os esforços para que em conjunto possamos dar um passo em frente, fazendo parte da solução e nunca do problema, e desenvolvendo um trabalho que promova um mercado imobiliário mais fidedigno, transparente, que beneficie toda a sociedade”.  

O dirigente associativo considera que “nunca haverá melhor fiscalização que aquela que será feita pela própria classe” e apela à importância de “atuar contra quem põe em causa não só a credibilidade dos mediadores imobiliários, como também a segurança e a transparência da relação com os consumidores”. “O repto fica lançado, e esperamos que tenha eco para que possamos retomar um caminho que já foi iniciado há anos”, concluiu.