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Edifícios de luxo em Nova Iorque podem ser a solução para “dar casa” aos sem-abrigo

Em causa estão cerca de 200 casas que estão atualmente desocupadas.

Gtres
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Autor: Redação

Aumentar a oferta de casas no mercado em Nova Iorque (EUA) para a população sem-abrigo é uma das preocupações das autoridades. Para dar resposta a essa situação, as empresas que recebem incentivos fiscais para construir torres com salas de ioga e mesas de bilhar, na condição de arrendarem alguns dos imóveis a preços mais acessíveis, serão obrigadas a ocupar esses apartamentos com residentes de abrigos, caso não encontrem inquilinos através de um sorteio de habitações acessíveis.

Segundo o Jornal de Negócios, que se apoia num artigo publicado na agência Bloomberg, a regra aplica-se a cerca de 200 unidades que estavam desocupadas até sexta-feira (21 de fevereiro de 2020).

“Este governo está a identificar formas novas e criativas” de diminuir a população sem-abrigo, disse Matthew Creegan, porta-voz do Departamento de Preservação e Desenvolvimento de Moradias da cidade. “Vimos uma oportunidade de oferecer habitação permanente de alta qualidade a alguns dos nossos sem-abrigo e estamos a aproveitar isso”, acrescentou.

De acordo com a publicação, o alojamento em alguns edifícios pode começar já esta semana, sendo que as unidades serão limitadas a famílias em abrigos que podem viver de forma independente e não aos sem-abrigo que precisam de serviços ou apoio social extra, adiantou o responsável.

Em causa estarão sobretudo edifícios onde as unidades acessíveis são designadas para inquilinos de classe média: de pessoas solteiras que ganham até 97.110 dólares por ano a famílias de três membros com um rendimento total anual de 124.930 dólares.

O The Dime, uma torre no bairro Williamsburg, Brooklyn, com campo de basquetebol e bar, e o Essex Crossing, no Lower East Side, em Manhattan, são duas das torres abrangidas por esta iniciativa.