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Mediadores defendem extensão das moratórias de crédito para 12 meses

A APEMIP considera que um semestre será insuficiente para evitar o crescimento do crédito mal parado.

Photo by Markus Spiske on Unsplash
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Autor: Redação

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) defende a necessidade de alargar o período de moratórias de seis para 12 meses, algo que considera fundamental para a sobrevivência da economia nacional. O representante das imobiliárias, Luís Lima, compara as moratórias com ventiladores: “podem não salvar todos, mas serão indispensáveis para garantir a sobrevivência de muitos”.

“Creio que um semestre será insuficiente para evitar o crescimento do crédito mal parado. Seria muito importante que as moratórias tivessem pelo menos doze meses de duração, medida que parece ser consensual nomeadamente junto do Governador do Banco de Portugal e do Presidente da Associação Portuguesa de Bancos”, refere Luís Lima.

Para o presidente da APEMIP, as moratórias deverão ser prolongadas “o quanto antes, com um enquadramento que inclua os vários créditos existentes por forma a evitar o incumprimento de famílias e empresas, o que beneficiaria também a própria banca, pela eventual necessidade de aumento de provisões e ainda o mercado imobiliário, impedindo que eventuais questões mais emocionais levem as pessoas ao desespero e por consequência à desvalorização do património construído”.

O representante das imobiliárias garante que “não há excesso de stock, nem os níveis de endividamento a que assistimos no período da Troika” e que “a par de alguns reajustes de preços que estavam especulados, em particular nos centros das principais cidades, não há motivo para assistir às descidas acentuadas de preços que vimos no passado”.  “Mas para isso também é necessário impedir o desespero de quem se vê, de repente, sem rendimento devido a uma situação sanitária absolutamente inesperada ”, garante.