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Imobiliária portuguesa UNU cresce em tempos de pandemia e chega à Madeira

"Perspetiva-se que a evolução positiva continue", diz Daniel Gomes, diretor operacional da rede UNU Imobiliária, em entrevista ao idealista/news.

Funchal, Madeira / Photo by Reinaldo Garanito on Unsplash
Funchal, Madeira / Photo by Reinaldo Garanito on Unsplash
Autor: Leonor Santos

Crescer em tempos de pandemia. Foi este o desígnio da imobiliária portuguesa UNU que, perante um cenário de incerteza, escolheu estar na linha da frente para a retoma do mercado nacional. Em pleno surto da Covid-19, decidiu reforçar a sua rede em todo o território, preparando, entre março e junho, a abertura de seis novas unidades. A chegada às ilhas – neste caso, à Madeira – já estava nos planos há algum tempo, nomeadamente pelas “oportunidades de investimento ligados ao turismo”, tal como explica Daniel Gomes, Diretor Operacional da rede UNU Imobiliária, em entrevista ao idealista/news.

Apesar no natural impacto da pandemia, o responsável garante que desde meados de abril que sentiram a retoma da procura, “sendo esta ainda mais evidente a partir de maio”.O aumento da procura traduziu-se de forma natural numa recuperação de transações”.

De acordo com Daniel Gomes, “com o retomar da economia, e com a alteração do paradigma da 'casa' (necessidade de mais espaço interior e exterior), perspetiva-se que a evolução positiva continue, mantendo-se o crescimento previsto de agências da UNU Rede Imobiliária no território nacional”.

Daniel Gomes, Diretor Operacional da rede UNU Imobiliária / UNU
Daniel Gomes, Diretor Operacional da rede UNU Imobiliária / UNU

Em plena pandemia, a UNU decidiu reforçar a atividade e preparar a abertura de seis novas unidades entre os meses de março e junho, nomeadamente em Barcelos, Cascais, Guimarães, Funchal, Setúbal e Gaia. Trata-se de um investimento no mercado imobiliário nacional. Que balanço fazem da atividade da UNU durante e depois do estado de emergência? 

O período de estado de emergência permitiu-nos reforçar a proximidade com os clientes e parceiros. Reforçámos a nossa estratégia focada em prestar o melhor serviço imobiliário a todos os clientes, e o resultado, durante e depois, permitiu-nos fechar o semestre com crescimento, comparando com o período homólogo de 2019, o que nos enche de orgulho pelo trabalho das nossas equipas e nos torna gratos pela confiança que os clientes depositam em nós diariamente.

Como "sobreviveram" em tempos de pandemia? Através da digitalização? 

O processo de digitalização já era uma realidade na UNU Rede Imobiliária, portanto o processo passou de forma natural para uma realidade ainda mais digital. Começámos por transformar todo o processo de formação e acompanhamento às equipas e franqueados, para que estivessem mais preparados ainda, e cimentamos parcerias já existentes com parceiras tecnológicas e Virtual Tour. Apostamos ainda na segurança das nossas equipas e dos nossos clientes sempre que necessário, por exemplo realização de escrituras, cumprindo à risca todas as recomendações da DGS. Esta adaptação permitiu-nos colocar no mercado 492 novos imóveis e efetivar 163 transações.

O imobiliário nacional já se encontra efetivamente numa fase de recuperação?  

Sim, desde meados de abril que sentimos a retoma da procura, sendo esta ainda mais evidente a partir de maio, o que produziu o aumento nos acessos ao site unu.pt de cerca de 30% mês por parte de compradores. O aumento da procura traduziu-se de forma natural numa recuperação de transações, fazendo com que a UNU Rede Imobiliária terminasse os primeiros sete meses do ano com crescimento.

Perspetivam uma evolução futura positiva? 

Com o retomar da economia, e com a alteração do paradigma da "casa” (necessidade de mais espaço interior e exterior), perspetiva-se que a evolução positiva continue, mantendo-se o crescimento previsto de agências da UNU Rede Imobiliária no território nacional. A UNU ocupa um lugar único em termos de qualidade de serviço e ética de negócios e, em tempos de crise, são as empresas mais centradas em valores intrínsecos de serviço que mais beneficiam das oportunidades, em comparação a outros operadores que se focam somente no negócio esquecendo o valor de longo prazo.

Sentiram mudanças no tipo de imóveis procurados?  

Sim. Fatores novos nas rotinas das famílias como o teletrabalho, as crianças passarem mais tempo em casa, exercício físico também feito em casa, etc., traduziu-se num aumento da procura de imóveis com espaços exteriores mas também de imóveis com mais espaço interior de modo a garantir melhores condições para “encaixar”, por exemplo, um Home Office. O facto de muitas pessoas passarem a trabalhar a partir de casa levou a que se sentisse também alguma deslocalização dos grandes centros urbanos para a periferia.

"O facto de muitas pessoas passarem a trabalhar a partir de casa levou a que se sentisse também alguma deslocalização dos grandes centros urbanos para a periferia"

Procuram-se mais imóveis para comprar ou arrendar?  

O arrendamento regista sempre uma elevada procura daí ser um mercado atrativo para investidores. No entanto, ambos os negócios sofreram um aumento recentemente. O aumento de compra registou uma maior subida percentual, exatamente pela alteração das necessidades na utilização dos imóveis.

Relativamente à expansão para a ilha da Madeira. Porquê a Madeira e porquê agora? 

A expansão para os arquipélagos é algo que está nos nossos objetivos há algum tempo, pelas fantásticas vantagens que oferecem de qualidade de vida para residentes atuais e futuros, e oportunidades de investimento ligados ao turismo.

Quem são os clientes-alvo? Mais portugueses ou estrangeiros (na Madeira, mas também em termos gerais)? 

No geral, existem os dois alvos. A compra de imóveis em Portugal por estrangeiros de forma regular é já uma realidade há alguns anos, sendo que cada vez se torna mais abrangente pelo país. O mercado nacional é, no entanto, o que maior percentagem de compradores tem, portanto mantemos o foco desde a criação da UNU Rede Imobiliária, que é prestar o melhor serviço imobiliário aos clientes independentemente da sua origem.

Quantas agências têm atualmente? E consultores? 

Estamos quase a atingir as 30 unidades e as nossas previsões apontam para a duplicação deste número nos próximos dois anos. Atualmente temos cerca de 230 colaboradores. Tivemos um aumento de cerca de 35% desde o início do ano e, até ao final de 2020, temos intenções de contratar mais 120. Ou seja, prevemos terminar o ano com cerca de 350 colaboradores.

"Estamos quase a atingir as 30 unidades e as nossas previsões apontam para a duplicação deste número nos próximos dois anos"

Estão a ponderar a expansão para outros locais? 

A UNU Rede Imobiliária pretende expandir em todo o país de modo a podermos oferecer todo o nosso diferencial em imobiliário a todos os clientes. Portanto, um pouco de norte a sul, pretendemos vir a estar em localizações como: Viana do Castelo, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Beja, Faro, Amadora, Loures , Almada, Montijo, Albufeira, Aveiro e Açores. Importa reiterar que o nosso foco é 100% nacional desde a criação da rede.

O nosso conceito tem-se provado a si próprio como sendo o que faz sentido especialmente numa economia mais pequena como é a realidade de Portugal. Com os olhos postos no futuro, crescemos de forma sustentada, criamos postos de trabalho e ajudamos os portugueses na hora de comprar ou vender casa. Com transparência, ética, profissionalismo, rigor e compromisso com os clientes, dinamizamos a economia nacional.