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Apoio às rendas em Lisboa na pandemia: famílias com perda de rendimentos com acesso facilitado

Candidatos ao Subsídio Municipal ao Arrendamento Acessível só terão de apresentar os últimos recibos de ordenado ou equivalentes.

Imagem de No-longer-here por Pixabay
Imagem de No-longer-here por Pixabay
Autor: Redação

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai lançar uma edição do Subsídio Municipal ao Arrendamento Acessível (SMAA) destinada às famílias que perderam rendimentos durante a atual crise pandémica. O acesso ao programa – substituíu o Subsídio Municipal ao Arrendamento – será, assim, facilitado, visto que o candidato não terá de apresentar a última declaração de IRS, mas apenas os últimos recibos de ordenado ou equivalentes.

“Não fazia sentido lançar um subsídio que não tivesse em conta a situação atual das famílias. Isto ainda vai durar e precisamos de outros mecanismos de combate à crise”, disse a vereadora da Habitação da autarquia, Paula Marques, citada pelo Público.

Esta foi a forma encontrada pela CML para ajudar agregados com rendimentos médios a pagar a renda no mercado privado. A iniciativa tem um orçamento modesto, 200.000 euros, mas Paula Marques adiantou que há uma reserva que pode ser mobilizada em caso de necessidade, escreve a publicação. 

Como concorrer?

Para concorrer ao apoio, os agregados têm de habitar em Lisboa há pelo menos cinco anos e pagar uma renda superior a um terço do rendimento mensal. O rendimento anual dos candidatos não pode ultrapassar os 35.000 euros (uma pessoa) ou os 45.000 euros (duas pessoas).

Dirigimo-nos ao mesmo espectro, mas sem nos reportarmos aos IRS do ano passado”, explicou a vereadora da habitação, salientando que os recibos de vencimento ou os recibos verdes permitem aferir “a real situação das famílias à data”.