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Vão nascer 310 casas de renda acessível no Parque das Nações

Jardim e "novo centro de negócios" estão previstos no modelo urbano apresentado pela Câmara de Lisboa.

Casas de arrendamento acessível Parque das Nações
Imagem de Pedro Grão por Pixabay
Autor: Redação

Foi dado mais um passo no sentido da regeneração urbana da capital portuguesa. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou esta quarta-feira (dia 28 de julho de 2021) a “delimitação da unidade de execução Olivais Sul”, onde deverão nascer 310 casas de renda acessível e ainda um “novo centro de negócios”.

Em causa estão um conjunto de terrenos situados no Parque das Nações – entre a Avenida Infante D. Henrique, a linha do Norte e a Rua da Centieira – que somam uma área de 71.752,77 metros quadrados (m2). A unidade de execução aprovada prevê, em concreto, “a reconversão de parte da antiga zona industrial oriental e propõe uma solução de conjunto que promove a regeneração urbana desta área da cidade”, refere o comunicado da CML enviado às redações.

A área residencial diz respeito a 25% da superfície de pavimento que ascende aos 94.219 m2. É aqui que vão nascer 310 novas casas destinadas ao mercado de arrendamento acessível – note-se que 256 vão ficar nos lotes privados e 54 no lote da CML. A responsável por atribuir estas casas às famílias será a própria autarquia. Em comunicado, a CML explica que “a introdução de habitação de renda acessível resultou de um acordo e negociação no âmbito dos instrumentos urbanísticos em vigor, conseguidos pela primeira vez com um privado em sede de unidade de execução”.

Novos espaços verdades nos Olivais
Novos espaços verdades nos Olivais, Lisboa / Imagem de byoroo por Pixabay

Desenvolver espaços comerciais também está previsto no modelo urbano apresentado, que deverão, aliás, ocupar maior parte da superfície de pavimento delineada. Com estes novos espaços destinados “serviços/ atividades económicas”, vai ser criado um “novo centro de negócios, que se articula com a Estação do Oriente e a área central do Parque das Nações”, lê-se ainda.

Há também um novo espaço verde de 28.574 m2 previsto para esta zona dos Olivais. E deverá ser cedido ao município, ficando aberto a toda a população. Este espaço deverá, assim, dar continuidade à estrutura verde urbana existente no local, articulando-se com o Jardim do Cabeço das Rolas fronteiro. E não ficamos por aqui. Estão ainda previstas obras de urbanização, onde deverão ser construídos novos parques de estacionamento, arruamentos viários e pedonais e a reabilitação dos edifícios industriais listados na Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico, e respetiva integração na nova construção e no novo jardim.

Agora segue-se um período de discussão pública e, depois, será elaborada a versão final da proposta de delimitação da Unidade de Execução, revela ainda a CML.