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Preços das casas continuam a subir “vertiginosamente” no mundo, diz o The Economist

Segundo o 'Global House-price index', na Grã-Bretanha os preços aumentaram 7,4%, no Canadá 11,2%, e na Nova Zelândia, 26%.

Preços das casas continuam a subir “vertiginosamente” no mundo, diz o The Economist
Gtres
Autor: Redação

Os custos dos bens domésticos não foram a única despesa que aumentou mais rápido do que o normal no ano passado. Os preços das casas também estão a disparar em muitas partes do mundo. O 'Global House-price index' do The Economist analisa a inflação real dos preços das casas em 28 países e revela que, nos últimos 12 meses disponíveis para cada país, os preços subiram em 26 deles, 7,1% em média.

Na Grã-Bretanha, os preços aumentaram 7,4%; no Canadá, 11,2% e na Nova Zelândia, 26%. Segundo a publicação, em 16 países, a inflação dos preços das casas acelerou no último trimestre, em comparação com três meses antes. Nos EUA, por exemplo, subiram 17% até maio, o ritmo mais rápido desde o início dos registos em 1975, de acordo com o último índice S&P Case-Shiller.

The Economist
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Como a pandemia alimentou o mercado imobiliário

De acordo com o The Economist, os preços das casas estão mais de 20% acima da sua média de longo prazo (desde 1975 para alguns países) quando comparados com os arrendamentos em 15 dos 25 países para os quais têm dados; e em 10 de 23 países quando comparados com os rendimentos. No Canadá, Nova Zelândia e Suécia, os preços estão sobrevalorizados em mais de 60% se comparados com uma média de rendas e rendimentos.

Com a Covid-19, milhões de pessoas foram forçadas a passar mais tempo em casa, e a procura reprimida foi um "resultado inevitável", diz o The Economist. Há quem defenda, aliás, que os preços das casas podem subir ainda mais: as taxas de poupança aumentaram para muitas pessoas, e elas podem estar dispostas a gastar mais para comprar um espaço maior onde podem ficar a teletrabalhar, por exemplo. Seja quais forem as perspetivas de futuro, “está claro que a pandemia alimentou o mercado imobiliário”.