Os preços dos imóveis comerciais (lojas) aumentaram 4,2% em 2022, tendo desacelerado, no entanto, face à subida verificada no ano anterior (5,1%). Um crescimento que é bem inferior ao registado no segmento residencial, visto que o custo da habitação disparou 12,6% em 2022. Em causa estão dados divulgados esta quinta-feira (25 de maio de 2023) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Em 2022, os preços das propriedades comerciais mantiveram a trajetória de crescimento iniciada em 2014. No último ano, o Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom) registou uma taxa de variação anual de 4,2%, 0,9 pontos percentuais (p.p.) abaixo do crescimento observado em 2021”, lê-se no boletim do instituto.
Segundo o INE, desde 2016 que os preços dos imóveis comerciais estão a crescer a um ritmo inferior ao observado no mercado habitacional.
“(…) Em 2022, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 12,6%, 8,4 p.p. acima da taxa de variação do IPPCom. A aceleração observada nos preços dos imóveis residenciais no último ano (+3,2 p.p.), associada à redução do ritmo de crescimento dos preços do mercado das propriedades comerciais (-0,9 p.p.) traduziu-se num incremento significativo do diferencial entre as taxas de crescimento dos dois indicadores, que passou de 4,3 p.p. em 2021 para 8,4 p.p. em 2022”, indica o INE.
Quase 170.000 alojamentos vendidos em 2022
No ano passado, indica o instituto, houve ao todo 167.900 transações de alojamentos, sendo que 22.385 corresponderam a aquisições de habitação pelos Restantes Setores Institucionais, tendo as famílias adquirido 145.515 unidades. “Estes registos corresponderam, no caso das aquisições das famílias, a um aumento de 2,7% relativamente a 2021 e a uma redução de 6,5% nas compras realizadas pelos Restantes Setores Institucionais”, acrescenta.
“Em valor, as vendas de alojamentos a outros compradores que não as famílias totalizaram 4,5 mil milhões de euros, representando 14,2% do total e um aumento de 12,4% face ao ano anterior. No ano de referência, o valor das vendas de habitações às famílias fixou-se em 27,3 mil milhões de euros, mais 13,2% que em 2021”, conclui o INE.
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