AM Porto aprova desafetação para avançar com habitação acessível

Terreno em Lordelo do Ouro conta com 45 mil m2. Aqui vão ser construídas 291 casas de arrendamento acessível.
Habitação acessível no Porto
Foto de Julio SJ na Unsplash
Lusa
Lusa

A Assembleia Municipal do Porto aprovou, com a abstenção da CDU, a desafetação de uma parcela de terreno municipal onde a câmara pretende avançar com a construção de 291 novos fogos para arrendamento acessível em Lordelo do Ouro.

Em causa está a desafetação de uma parcela de terreno municipal que, com uma área superior a 45 mil metros quadrados, irá integrar o projeto urbanístico de Lordelo do Ouro.  

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O projeto representa um investimento superior a 64 milhões de euros e o processo de loteamento foi submetido no início de dezembro a consulta pública.

A operação de loteamento prevê a constituição de nove lotes, dos quais cinco serão construídos e destinados a habitação acessível com comércio e serviços nos pisos térreos.

Dos 291 fogos a construir, 140 serão de tipologia T1, 114 de tipologia T2 e 37 de tipologia T3.

Os restantes quatro lotes correspondem aos blocos habitacionais já existentes, com 179 fogos, e que pertencem ao parque habitacional do município para renda apoiada.

A desafetação permitirá “a reestruturação da malha urbana e a consolidação da relação entre o edificado e o espaço público existente”, indica a proposta em discussão na sessão da Assembleia Municipal que decorreu na segunda-feira à noite.

Projeto habitacional responde à escassez de casas acessíveis no Porto

Dizendo concordar com a construção de habitação acessível, o deputado José Varela, da CDU, levantou dúvidas sobre a desafetação do domínio público dos arruamentos.

Em resposta, o vice-presidente da câmara, Filipe Araújo, que na sessão substituiu o presidente, assegurou que as vias e os acessos regressão posteriormente ao domínio público.

Pelo PS, o deputado Alfredo Fontinha destacou a importância da desafetação do terreno para a construção de habitação acessível, da qual a cidade é “muito carenciada”.

O deputado único do PAN, Paulo Vieira de Castro, considerou que o projeto habitacional previsto para aquele espaço permitirá “fazer face à escassez” existente na cidade, sobretudo ao dar resposta à classe média e jovem.

Também a deputada Elisabete Carvalho, do BE, defendeu que atual crise habitacional “pede soluções” e que o projeto de Lordelo do Ouro, ao ser “100% público”, é uma solução que agrada o partido.

A social-democrata Sílvia Soares destacou que projetos como este “atraem e fixam população” no Porto, mas também permitem “revitalizar áreas urbanas”.

Pelo movimento independente ‘Rui Moreira: Aqui Há Porto’, o deputado José Maria Montenegro lamentou a “burocracia instalada” e defendeu “um 'simplex'” em matérias como a proposta em discussão.

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