Em causa estão dívidas aos bancos BCP, CGD e Novo Banco, que passam a deter ações de cinco sociedades imobiliárias do grupo.
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Teixeira Duarte
Créditos: Gonçalo Lopes | idealista/news

A Teixeira Duarte entregou aos bancos BCP, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Novo Banco as ações representativas de parte do capital social de cinco sociedades comerciais, convertidas previamente em sociedades de investimento coletivo imobiliárias. Uma transação que permite à construtora portuguesa “a liquidação de dívida às três instituições financeiras no montante de 78,3 milhões de euros”, segundo se lê no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

Uma transação, de resto, já prevista no Acordo de Refinanciamento celebrado e comunicado ao mercado no dia 27 de março de 2025 entre a subsidiária integralmente detida EI01 – Empresa de Serviços Intragrupo, S.A. (a “EI01”) e os bancos em causa, tendo sido gerada uma perda nas contas do Grupo Teixeira Duarte de 2,7 milhões de euros. 

“Concretiza-se, desta forma, um relevante passo já previsto no acordo de refinanciamento do Grupo Teixeira Duarte, que cria as condições necessárias para que o Grupo continue a desenvolver, de forma sustentada, as suas atividades, nomeadamente nas áreas de construção e promoção imobiliária”, lê-se na nota.

O grupo revela, ainda, que a referida entrega de ações tem um impacto positivo nas suas contas, “resultante da valorização do interesse retido pelo Grupo Teixeira Duarte nas referidas sociedades, de cerca de 35 milhões de euros, ao permitir que as contas passem a traduzir, periodicamente, o desempenho dos empreendimentos imobiliários por elas desenvolvidos”. Em causa estão os projetos Vila Rio, Garridas 1867, Quinta de Cravel e Douro Design District.

De acordo com o Jornal de Negócios, que cita a Teixeira Duarte, os inventários das cinco sociedades comerciais convertidas previamente em sociedades de investimento coletivo imobiliárias totalizavam, a 30 de junho de 2025, 204,3 milhões de euros, sendo “compostos pelo custo de aquisição dos terrenos e pelos gastos já realizados com os desenvolvimentos dos empreendimentos até à data”.

Em março, recorda a publicação, a Teixeira Duarte anunciou ter chegado a um acordo com os três bancos, que consistiu na celebração de dois novos contratos de financiamento num montante global de 654,4 milhões de euros, tendo ficado previsto que uma das tranches dos novos contratos, no montante de 78,3 milhões, seria integralmente amortizada mediante a entrega das ações que agora  foi formalizada. Na sequência desta amortização, a dívida bruta da Teixeira Duarte aos bancos é reduzida de 654,4 milhões para 576,1 milhões de euros.

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