É o que diz o governador do Banco de Portugal, defendendo que é “vital dar prioridade ao amento da oferta de casas”.
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Subida do preço das casas
Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal Getty images

“Na última década e meia, a economia nacional mudou muito e para melhor”, avalia Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal (BdP). Mas salienta também que nem tudo está feito, sendo preciso avançar com uma “nova onda de reformas estruturais que nos permitam crescer mais”. E em 2026 também é preciso ter atenção aos riscos para a economia, com especial foco na “significativa subida dos preços das casas” nos últimos dez anos, alerta.

Ao nível interno, “os riscos mais prementes estão no mercado imobiliário e na significativa subida dos preços das casas na última década”, refere o responsável num artigo de opinião publicado no ECO. E explica porquê: “Nos últimos anos, a procura de casas tem sido substancialmente superior à oferta, colocando uma enorme pressão sobre os preços da habitação”.

É por isso que Álvaro Santos Pereira defende que em 2026 e nos anos seguintes “é vital dar prioridade ao aumento da oferta de casas. Para tal, é essencial avançar com medidas que combatam a excessiva morosidade dos licenciamentos, aliviem restrições de mão de obra e investir significativamente no nosso muito reduzido parque habitacional público”, elenca.

Além destas questões de curto prazo, o governador do BdP refere que também “é essencial ter em conta importantes tendências de longo prazo, incluindo a longevidade e o envelhecimento da população, a transição climática e energética, bem como o desenvolvimento e a utilização das novas tecnologias digitais, incluindo a inteligência artificial”. 

A nível internacional, destaca que os principais desafios passam pela “evolução dos mercados financeiros internacionais, bem como com a elevada dívida pública de países com diferentes níveis de desenvolvimento”, disse ainda na mesma publicação.

“Perante os enormes desafios de curto e de longo prazo, é essencial manter a disciplina orçamental e o desendividamento do Estado, das empresas e das famílias”, conclui.

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