A reta final de 2025 voltou a evidenciar uma tendência observada ao longo do ano: os preços das casas para comprar em Portugal continuam a subir a um ritmo acelerado. Isto porque os benefícios ao aumento da oferta residencial só chegaram em dezembro com o pacote fiscal - ainda carece de aprovação do Parlamento -, enquanto os incentivos à aquisição estiveram presentes durante todo o ano, através de juros acessíveis e apoios aos mais jovens (isenção de IMT e garantia pública). O índice de preços do idealista revela que o preço das casas no país cresceu 6,8% em dezembro face ao mesmo mês de 2024, colocando o custo mediano nos 3.019 euros por metro quadrado (euros/m2), um novo máximo histórico. Já em relação à variação trimestral, o preço da habitação subiu 2,6%.
Como subiram os preços das casas nas grandes cidades?
Em dezembro de 2025, os preços das casas para comprar subiram na maioria das 20 capitais de distrito ou de regiões autónomas analisadas, com Santarém (27,1%), Beja (20%) e Setúbal (17,2%) a liderar a lista de aumentos anuais.
O ranking de maiores variações anuais do custo das casas à venda segue com Castelo Branco (16,7%), Guarda (15,5%), Portalegre (14,5%), Viana do Castelo (13,1%), Ponta Delgada (11,6%), Viseu (10,9%), Leiria (9,3%), Funchal (9,0%), Braga (8,8%), Faro (8,8%), Coimbra (7,8%) e Aveiro (7,2%). Aumentos mais moderados foram observados em Bragança (5%), Évora (4,9%), Lisboa (4,8%) e Porto (4,8%).
A única exceção foi Vila Real, que registou uma descida anual de 6,1% dos preços das casas, revelam os mesmos dados do idealista.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 5.995 euros/m2, seguida do Porto (3.885 euros/m2) e do Funchal (3.861 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.435 euros/m2) e Setúbal (3.010 euros/m2). Logo a seguir posicionam-se Aveiro (2.762 euros/m2), Évora (2.488 euros/m2), Ponta Delgada (2.371 euros/m2), Coimbra (2.256 euros/m2), Viana do Castelo (2.203 euros/m2) e Braga (2.149 euros/m2).
Com preços medianos das casas à venda inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Leiria (1.784 euros/m2), Viseu (1.760 euros/m2), Santarém (1.703 euros/m2), Vila Real (1.317 euros/m2), Beja (1.305 euros/m2), Bragança (1.104 euros/m2), Castelo Branco (1.045 euros/m2), Portalegre (985 euros/m2) e, por fim, Guarda (976 euros/m2).
Casas à venda mais caras em todos os distritos e ilhas
Analisando os dados de dezembro, os preços das casas para comprar subiram em todos os 26 distritos e ilhas analisados. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (42,6%), destacando-se de forma muito expressiva face às restantes regiões.
A lista de territórios com maiores subidas no custo da habitação no último ano segue com a ilha do Faial (29%), ilha de São Miguel (20,2%), ilha Terceira (19,9%), Santarém (18,8%) e Setúbal (18,3%). Com variações igualmente relevantes surgem ainda Guarda (17,1%), Castelo Branco (15,7%), ilha da Madeira (14,3%), ilha do Pico (13,9%), ilha de São Jorge (13,4%), Viseu (13,2%), Leiria (12,8%), Aveiro (12,2%), Portalegre (12%), Viana do Castelo (11,6%), Braga (10,8%) e Évora (10,7%).
As subidas mais moderadas dos preços das casas à venda foram observadas em Beja (8,9%), Faro (8,8%), Lisboa (6,9%), Coimbra (5,3%), Vila Real (3,3%), Bragança (2,4%), Porto (1,9%) e, por fim, na ilha de Santa Maria (1,3%), que registou a menor variação positiva do conjunto analisado.
No ranking dos preços das casas para comprar, Lisboa lidera como o distrito mais caro de todos, com 4.573 euros/m2, seguida por Faro (3.870 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.729 euros/m2), ilha da Madeira (3.715 euros/m2) e Setúbal (3.195 euros/m2). Logo a seguir surgem Porto (2.971 euros/m2) e São Miguel (2.314 euros/m2).
Com valores intermédios dos preços das casas posicionam-se Aveiro (2.051 euros/m2), Leiria (1.959 euros/m2), Braga (1.872 euros/m2), ilha do Faial (1.741 euros/m2), ilha do Pico (1.682 euros/m2), Viana do Castelo (1.653 euros/m2), Coimbra (1.604 euros/m2), ilha Terceira (1.601 euros/m2), Évora (1.601 euros/m2), Santarém (1.519 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.417 euros/m2) e ilha de São Jorge (1.390 euros/m2).
Na parte inferior da tabela estão os distritos onde é mais barato comprar casa: Beja (1.316 euros/m2), Viseu (1.298 euros/m2), Vila Real (1.092 euros/m2), Castelo Branco (1.051 euros/m2), Bragança (940 euros/m2), Portalegre (908 euros/m2) e, por fim, Guarda (857 euros/m2).
Preço das casas estabiliza no Norte – mas sobe nas outras regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram na maioria das regiões do país, mantendo-se estáveis no Norte (0,5%). A maior subida anual foi registada na Região Autónoma dos Açores (20,1%), seguida pela Região Autónoma da Madeira (14,6%), Alentejo (14,3%), Centro (10,8%), Algarve (8,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (8,6%).
A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.239 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (3.870 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.715 euros/m2).
Logo depois surgem o Norte (2.452 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.972 euros/m2), o Alentejo (1.944 euros/m2) e, por fim, o Centro (1.716 euros/m2), que se mantém como a região mais barata para adquirir habitação.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/
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