Portugal encontra-se entre os mercados europeus com maior dinamismo no segmento do imobiliário de luxo, com um crescimento sustentado em transações e no desenvolvimento de novos projetos residenciais premium.
Esta é uma das principais conclusões do Luxury Outlook 2026, lançado pela Portugal Sotheby’s International Realty, que analisa anualmente as tendências do mercado imobiliário de luxo a nível global.
De acordo com o relatório, Portugal registou ainda um crescente interesse pela procura de ‘branded residences’, o que enquadra o país numa tendência global de procura por soluções residenciais de elevado serviço e baixa manutenção e onde destinos como a Comporta e a faixa costeira a oeste de Lisboa, incluindo Cascais, Estoril e Oeiras, são identificadas como localizações bastante atrativas para este tipo de imóveis.
Em comunicado, o CEO da Portugal Sotheby’s International Realty, Miguel Poisson, revela que “o mercado do imobiliário de luxo em Portugal continua a beneficiar de uma procura muito sólida, tanto nacional como internacional, num contexto de oferta ainda limitada, o que tem exercido pressão sobre os preços”, destacando Lisboa, que se mantém como “um polo central do segmento de luxo” e evidenciando também a “forte procura por outras localizações geográficas, como Cascais, Porto, Algarve e Madeira” e o “desenvolvimento de novos projetos residenciais premium em zonas emergentes, procuradas por compradores que valorizam a exclusividade e a qualidade de vida”.
Segmento de luxo supera imobiliário tradicional
Em termos globais, o Luxury Outlook 2026 revela que o segmento de luxo superou o mercado imobiliário tradicional em 2025, tanto em vendas como em valor, devendo este crescimento manter-se este ano.
O relatório destaca a transferência intergeracional de riqueza no valor de cerca de 6 triliões de dólares no ano passado como um dos maiores fatores de procura deste segmento imobiliário, assim como o regresso da oferta a níveis pré-pandemia, o crescimento da procura internacional, a valorização do 'lifestyle' e a crescente relevância da segurança, privacidade e robustez dos imóveis.
Miguel Poisson afirma que “o Luxury Outlook foi criado para apoiar os clientes e o mercado a navegar um contexto que se encontra em rápida mudança, através de dados rigorosos e da experiência da nossa rede global de consultores imobiliários”. E acrescenta que “a nível internacional, e à medida que olhamos para 2026, assistimos a um regresso da oferta a níveis mais saudáveis, o que sinaliza um mercado mais equilibrado que disponibiliza aos compradores e investidores um leque mais alargado de oportunidades”.
Estas são as principais conclusões do relatório:
- A criação de riqueza e a menor sensibilidade aos fatores macroeconómicos impulsionam o crescimento do mercado do imobiliário de luxo, superando o mercado habitacional;
- A transferência intergeracional de riqueza, que chegou a aproximadamente 6 triliões de dólares no ano passado (cerca de 10% do PIB global), vai continuar a impulsionar a procura no segmento de luxo;
- A oferta de casa nova regressou a valores próximos do período antes da pandemia do Covid-19. A oferta de casas a partir de 860 mil euros nos EUA está no nível mais elevado desde o início da pandemia;
- Criptoativos destacam-se nas compras de imobiliário de luxo, especialmente no Dubai, Nova Iorque e Califórnia. Os ativos em criptomoedas podem vir a ser considerados para efeitos de qualificação para o crédito habitação graças às alterações regulamentares;
- O 'lifestyle' e a integração de comodidades de bem-estar e associadas à prática de ski ou golfe ganham importância na decisão de compra, de acordo com 60% dos consultores imobiliários da rede da Sotheby’s a nível internacional;
- A atividade de compradores estrangeiros aumentou 44% nos EUA (especialmente na Flórida, Califórnia, Texas e Nova Iorque);
- Condomínios fechados, sistemas de videovigilância (CCTV) e energia de reserva são cada vez mais comuns, segundo 81% dos consultores afiliados da Sotheby’s, que evidenciam a segurança como uma das principais prioridades dos compradores;
- A procura por casas adaptadas à vivência multigeracional tem registado um crescimento considerável;
- As cidades anfitriãs do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 ou os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028 podem beneficiar de uma valorização imobiliária graças a esses eventos desportivos, ainda que os ganhos a longo prazo estejam dependentes do planeamento urbano;
- A expansão global da procura por soluções residenciais com elevado nível de serviço e baixa manutenção impulsiona a atratividade das ‘branded residences’.
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