O interesse por casas para arrendar em Portugal manteve-se elevado no final de 2025, perante o abrandamento da subida das rendas de 0,9% registado em dezembro. A mais recente análise do idealista revela que cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 22 contactos antes de ser retirado da plataforma. Houve, assim, um crescimento da procura no arrendamento de 5% entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período do ano anterior.
“A ligeira subida do número médio de contactos por anúncio no final de 2025, a nível nacional, confirma que a procura por habitação para arrendamento se mantém elevada. Este comportamento indica que o interesse das famílias continua forte, sem sinais de um abrandamento significativo”, analisa Ruben Marques, porta-voz do idealista, indicando que, ainda assim, “os valores das rendas continuam em patamares elevados e fora do alcance de uma parte significativa da população portuguesa.”
Onde há maior procura por casas para arrendar?
No quarto trimestre de 2025, as capitais de distrito (ou de regiões autónomas) que registaram maior média de contactos por anúncio de casas para arrendar foram Santarém, com 34 contactos, seguida de Leiria (29) e Évora (27) e Setúbal (27). Beja e Ponta Delgada surgem logo a seguir, com uma média de 26 contactos por anúncio.
Com níveis elevados de procura no mercado de arrendamento habitacional encontram-se ainda Faro e Castelo Branco (ambos com 24 contactos por anúncio), seguidos pelo Funchal (23) e Viseu (22). Guarda registou 21 contactos, enquanto Lisboa e Bragança ficaram nos 20.
Num patamar intermédio surgem Braga, Coimbra e Vila Real, onde cada casa para arrendar recebeu 17 manifestações de interesse. O Porto registou 14 contactos por anúncio e Aveiro ficou nos 13. As cidades com menor procura no arrendamento residencial no final de 2025 foram Portalegre (13) e Viana do Castelo (10), revela o idealista.
Procura por arrendamento cresce em 10 grandes cidades – e cai noutras 10
Ao analisar a evolução da procura por casas para arrendar entre o final de 2025 e o mesmo período do ano anterior, salta à vista que a média de contactos por anúncio cresceu em 10 grandes cidades e desceu nas outras 10 capitais, evidenciando uma evolução desigual entre mercados.
As maiores subidas anuais da procura no arrendamento habitacional foram observadas em Évora (50%), Beja (30%) e no Funchal (28%). Em destaque está ainda Viseu (22%), Leiria (21%), Castelo Branco (20%) e o Porto (17%). Os crescimentos mais moderados do interesse foram registados em Faro (9%), Ponta Delgada (8%) e Lisboa (5%).
Por outro lado, o maior arrefecimento da procura de casas para arrendar foi observado em Portalegre (-63%), seguido de Aveiro (-24%), Bragança (-23%), Vila Real (-19%), Setúbal (-16%) e Coimbra (-15%). Também se registaram recuos de interesse em Viana do Castelo (-9%), Santarém (-8%), Braga (-6%) e Guarda (-5%).
Metodologia
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