A pressão sobre o mercado de arrendamento em Portugal parece estar a diminuir, numa altura em que há mais incentivos à compra de casa. Prova disso é que os preços das casas para arrendar abrandaram o seu aumento anual para apenas 0,9% em dezembro, refletindo um crescimento moderado deste mercado. Assim, arrendar casa passou a ter um custo mediano de 16,4 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de dezembro, segundo o índice de preços do idealista.
Arrendar casa ficou mais caro na maioria das grandes cidades
O preço das casas para arrendar aumentou na maioria das capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, tendo-se verificado apenas uma descida no Porto (-1,4%) entre dezembro de 2025 e o mesmo mês do ano anterior.
Entre as cidades com maiores subidas anuais das rendas das casas destacam-se Ponta Delgada (22,6%), Viana do Castelo (12,3%) e Leiria (12%), seguidas de Setúbal (7,6%), Viseu (7,4%) e Funchal (6%). Também se registaram aumentos das rendas em Coimbra e Braga (ambas com 4%), Santarém (3,6%), Bragança (3,3%) e Aveiro (3%). As subidas foram mais moderadas em Évora (1,7%) e em Lisboa (1,2%).
Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para arrendar casa, com 22,1 euros/m2, seguida do Porto (17,4 euros/m2) e do Funchal (16,2 euros/m2). Logo depois surgem Setúbal (13,5 euros/m2), Coimbra (11,9 euros/m2), Ponta Delgada e Évora (ambas com 11,8 euros/m2) e Aveiro (11,5 euros/m2).
Com rendas das casas num nível intermédio encontra-se Braga (10,1 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2), Leiria (8,9 euros/m2) e Santarém (8,7 euros/m2). As capitais mais económicas para arrendar uma habitação continuam a ser Viseu (7,8 euros/m2) e Bragança (6,2 euros/m2).
Rendas sobem 1,1% no distrito de Lisboa – mas descem 0,9% no Porto
Dos 20 distritos e ilhas analisadas, os preços das casas para arrendar subiram em 17 territórios e desceram em três no último ano: Guarda (-5,9%), Beja (-1%) e Porto (-0,9%).
As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se na ilha de São Miguel (22,1%) e em Viana do Castelo (12,1%). Seguem-se Castelo Branco (9,3%), Braga (8,9%), Coimbra (7,6%), Setúbal (5,8%), Faro (5,6%), Viseu (5,3%) e Aveiro (5%). Também se observaram aumentos das rendas em Bragança (3,6%), Portalegre (3,3%), Leiria (2,8%), Santarém (2,4%), ilha da Madeira (2,3%), Vila Real (2,2%), Évora (1,9%) e Lisboa (1,1%).
No ranking dos distritos e ilhas mais caros para arrendar casa, Lisboa lidera, com 20,2 euros/m2, seguida do Porto (15,5 euros/m2) e da ilha da Madeira (15,5 euros/m2). Logo depois surgem Faro (15,1 euros/m2) e Setúbal (14,2 euros/m2).
Com valores de arrendamento habitacional acima dos 10 euros/m2 estão ainda a ilha de São Miguel (11,9 euros/m2), Coimbra (11,2 euros/m2) e Évora (11,1 euros/m2). Braga (10,3 euros/m2) e Aveiro e Beja (ambos com 10,1 euros/m2) completam este grupo. Seguem-se Leiria (9,8 euros/m2) e Viana do Castelo (9,4 euros/m2).
Entre os mercados de arrendamento mais acessíveis encontra-se Bragança (5,7 euros/m2) e Guarda (6,4 euros/m2), seguidos por Portalegre (7,1 euros/m2), Vila Real (7,6 euros/m2), Viseu (7,7 euros/m2), Castelo Branco (8 euros/m2) e Santarém (8,4 euros/m2).
Norte foi a única região onde as rendas caíram
Os preços das casas para arrendar subiram em seis das sete regiões portuguesas, tendo-se registado apenas uma descida no Norte (-1,1%) ao longo do último ano. A maior subida anual foi observada na Região Autónoma dos Açores (17,9%), destacando-se de forma expressiva face às restantes regiões. Segue-se o Algarve (5,6%), o Centro (5,3%) e o Alentejo (2,7%). Também se registaram aumentos mais moderados na Região Autónoma da Madeira (2,2%) e na Área Metropolitana de Lisboa (1,4%).
A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com 19,6 euros/m2, seguida da Região Autónoma da Madeira (15,5 euros/m2) e do Algarve (15,1 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (14,1 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (10,9 euros/m2). Com valores mais acessíveis encontram-se o Alentejo (10,8 euros/m2) e o Centro (9,9 euros/m2), que continua a ser a região mais económica para arrendar casa em Portugal.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/arrendamento/
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