O novo primeiro secretário da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Emanuel Costa, apontou esta sexta-feira (23 de janeiro de 2026) a habitação, a mobilidade e a gestão de resíduos como prioridades do mandato, defendendo um reforço do papel político e institucional da entidade.
Em declarações à agência Lusa, Emanuel Costa, que tomou posse na quinta-feira (22 de janeiro de 2026), afirmou que a AML “tem de assumir um papel mais ativo e mais afirmativo”, defendendo que muitos dos problemas que afetam a população “não se resolvem à escala municipal”.
“Temos um desafio muito relevante, que é este reforço em assumir a AML como uma verdadeira instância política de decisão estratégica. Desde logo, estamos a assumir que queremos mais competências para a AML. Isso terá que ser negociado com a Administração Central, com o atual Governo”, apontou.
Entre as prioridades elencadas, o responsável destacou a gestão de resíduos, apontando para a intenção de ser criada uma empresa metropolitana para o efeito. “Temos aqui já um caminho definido, o de avançarmos com a criação de uma empresa metropolitana de gestão de resíduos. Encontrar soluções mais adequadas para o tratamento e reaproveitamento de resíduos, através da valorização energética”, explicou.
Na área da habitação, o primeiro secretário sublinhou a necessidade de acelerar a execução dos investimentos previstos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no sentido de responder às carências habitacionais na região.
“A crise da habitação na área metropolitana é hoje uma das mais graves expressões de desigualdades territoriais e de falta e de falha das políticas públicas”, apontou.
Emanuel Costa referiu que até ao final de junho deste ano está previsto que sejam entregues cerca de 20 mil fogos, dos quais três mil são construção nova.
A AML pretende ainda criar uma carta metropolitana da habitação para alinhar as políticas municipais.
Foco na mobilidade e no combate à pobreza
Relativamente à mobilidade, o responsável apontou a necessidade de reforçar a oferta de transportes públicos e melhorar a articulação entre operadores.
“Temos como objetivo encontrar aqui novas competências nesta área e podermos alargar, para além do transporte rodoviário, outros modos e operadores de transportes de âmbito municipal, intermunicipal e metropolitano. A ideia é iniciar uma avaliação, os estudos necessários”, adiantou.
Outra prioridade para a nova comissão executiva da AML é a área da coesão social, estando neste âmbito prevista a criação de uma plataforma metropolitana de intervenção social para integrar programas de apoio a sem-abrigo e migrantes, coordenada com a Segurança Social.
“Esta plataforma permitirá estender o programa de erradicação do sem-abrigo do município de Lisboa para os municípios vizinhos e criar uma rede integrada de acolhimento e reinserção”, explicou.
A nova comissão executiva da AML para o mandato 2025-2029 tomou posse na quinta-feira. Além de Emanuel Costa, como primeiro-secretário, foram ainda eleitos como secretários executivos metropolitanos Filipa Guimarães, Ricardo Teixeira, Cristina Escórcio e Vasco Teles Touguinha.
O novo primeiro secretário sucedeu a Carlos Humberto de Carvalho, que toma posse em 1 de fevereiro como presidente do conselho de administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa.
Fazem parte da AML os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.
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