A Câmara do Porto vai votar submeter a consulta pública o projeto da Operação de Reabilitação Urbana (ORU) do Bonfim, que prevê um investimento de 683 milhões de euros, segundo proposta consultada pela Lusa.
De acordo com o Relatório do Programa Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU), anexado à proposta a que a Lusa teve acesso, esta operação urbana terá um investimento de 683 milhões de euros, sendo que o investimento público, cuja entidade promotora principal é a autarquia, representa aproximadamente 61 milhões de euros, o privado cerca de 618 milhões e o público-privado aproximadamente três milhões.
A ORU do Bonfim deverá ser executada no prazo de 10 anos, com intervenções previstas a decorrer entre 2027 e 2036, podendo o prazo ser prorrogado por um período adicionar de 05 anos, até 2041.
A operacionalização é definida através de projetos estruturantes que se materializam em várias ações, tendo o município destacado nove como prioritárias: implementação de novas vias para colmatação da malha urbana; instalação de soluções mecânicas de mobilidade urbana; concessão de incentivos para reabilitação de imóveis que integrem habitação, comércio e serviços nas centralidades; o programa “Bonfim:Praças de Centralidade”: requalificação e ativação de praças com potencial de centralidade, como núcleos estruturadores das unidades territoriais; a reabilitação do edificado degradado; a disponibilização do edificado devoluto para o mercado imobiliário; a reabilitação do edificado tipo “ilha”; a criação e requalificação de espaços verdes e ainda o desenvolvimento de rede de drenagem sustentável e de mitigação de riscos.
A Área de Reabilitação Urbana (ARU) do Bonfim foi aprovada pela Assembleia Municipal do Porto em maio de 2024 e abrange uma área de 252 hectares.
No programa estratégico, são identificados alguns dos desafios desta área como a degradação de infraestruturas e edifícios, a população envelhecida, a mobilidade interna fragilizada, a escassez de espaços públicos acessíveis, as desigualdades socioeconómicas e a falta de integração entre algumas áreas.
São também identificadas as potencialidades deste território, destacando-se o “património cultural e histórico significativo, aliado a uma rede de transportes bem desenvolvido”, que proporciona um contexto propício à atração de turismo e à valorização do território, a “presença de espaços verdes e a proximidade ao rio Douro” e o facto desta freguesia ser “um polo cultural e criativo, impulsionado pela proximidade da Faculdade de Belas Artes” contribuindo para a dinâmica e a vitalidade do território.
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