Gestora de três centros comerciais exige 7,8 milhões ao Estado

Klépierre ao ataque. Em causa está a lei que, em 2020, isentou os lojistas do pagamento da componente fixa das rendas dos shoppings.
Gestora de três centros comerciais exige 7,8 milhões ao Estado
Centro Comercial Aqua Portimão Aqua Portimão (página oficial)

A gestora imobiliária de origem francesa Klépierre, que detém e gere três shoppings em Portugal – o Parque Nascente, em Rio Tinto, o Aqua Portimão e o Espaço Guimarães, que têm, no seu conjunto, 245 lojas e 61 restaurantes –, apresentou três ações administrativas contra o Estado português, exigindo ser compensada em 7,8 milhões de euros. Em causa está a lei que, em 2020, isentou os lojistas do pagamento da componente fixa das rendas dos shoppings, devido à pandemia da Covid-19.

Segundo o Jornal de Negócios, as três ações deram entrada no final de julho no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa (TAC de Lisboa). A ação relativa ao Espaço Guimarães tem o valor de dois milhões de euros e os outros dois processos são relativos a montantes de 2,5 e 3,3 milhões de euros. Significa isto que a Klépierre exige ao Estado 7,8 milhões de euros, como compensação por não ter recebido o valor relativo à componente fixa das rendas entre março e dezembro de 2020.

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“A motivação que está na base das ações é aquela que sempre defendemos, tendo como matéria a interferência do Estado na relação entre privados, no que diz respeito à lei aprovada no ano passado relativa às remunerações fixas das lojas em centros comerciais”, disse fonte oficial da Klépierre, citada pela publicação. 

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) disse não ter sido apanhada de surpresa pela iniciativa da Klépierre. “Era inevitável e vão surgir mais processos, certamente. O que aconteceu no ano passado não foi normal”, afirmou o CEO da APCC, Rodrigo Moita de Deus, em declarações ao mesmo jornal.

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