Marcelo está contra novo imposto sobre imobiliário que afaste investimento

Imagem de Marcelo Rebelo de Sousa de perfil, com bandeira de Portugal como pano de fundo.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa autorizado

O anúncio do novo imposto sobre património imobiliário que o Bloco de Esquerda queria introduzir a partir dos 500 mil euros caiu como uma bomba na praça pública. E o Presidente da República é uma das vozes contra esta tributação. Marcelo Rebelo de Sousa acha um erro o Governo querer taxar o património nos termos em que o novo imposto foi anunciado pelo Bloco de Esquerda. Agora o partido de Catarina Martins já admite rever o valor da taxa para a partir de um milhão de euros.

Antes de chegar a Nova Yorque para a Assembleia Geral da ONU, o chefe de Estado avisou o primeiro-ministro António Costa de que é “um erro” avançar com medidas “aparentemente sedutoras para o rigor ou emblemáticas para preocupação social” mas que “afugentem investimento”, segundo conta o Expresso.

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O jornal conta ainda, noutro artigo, que os socialistas não querem aceitar o patamar de 500 mil euros como a base de tributação do imposto sobre o património, que tinha sido anunciado pelo Bloco de Esquerda, subindo o PS a fasquia para o milhão de euros. E, ao que tudo indica, o Bloco está de acordo com isto.

Todo este "jogo" político está, porém, a causar incómodos em várias frentes, incluindo dentro do PS.

Medina e Roseta criticam Governo 

Por exemplo, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o socialista Fernando Medina, criticou a gestão da matéria do novo imposto sobre património. No habitual espaço de comentário na TVI24, esta segunda-feira à noite, o autarca da capital defendeu que a medida deveria ter sido primeiro discutida “em recato” e só depois apresentada pelo Ministério das Finanças.

“Não é bom ter deputados a apresentar medidas importantes”, considerou Medina em referência ao facto de o “anuncio” do imposto ter surgido através de Mariana Mortágua (BE), frisando que também ficou desagradado por ter sido “atirado para a praça pública” sem que se soubesse ao certo o que estava em causa. “Não faz sentido discutir esta solução quando nem sabemos qual é a taxa”, referiu.

Também Hlena Roseta considera "um erro crasso" os anúncios, "isolados e "extemporâneos", de alterações ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a que se tem assistido nas últimas semanas, num artigo de opinião públicado esta segunda-feira no "Público", a deputada (eleita pelo PS) considera que se está a abrir "uma brecha na necessárias confiança dos portugueses na estabilidade e equidade do nosso sistema fiscal".

A deputada (eleita pelo PS) e também presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, coordenadora do grupo de trabalho da Habitação, reabilitação Urbana e Políticas de Cidade na Assembleia da República, "A política fiscal sobre o imbiliário não pode nem deve ser alvo de experimentações", contesta Helena Roseta, convicta de que "qualquer anúncio de agravamento fiscal, mesmo que não venha a confirmar-se, provoca desconfiança e incerteza, com consequências imediatas na retração do investimento".

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