Primeiro leilão de imóveis do Estado rende mais de 21 milhões

Valor arrecadado será destinado ao financiamento das políticas públicas de habitação. Haverá mais hastas públicas até final do ano.
leilões do Estado
O edifício Rua Filipe Folque, em Lisboa, foi arrematado por 5.213.754 euros

Já é conhecido o resultado do primeiro leilão de imóveis do Estado promovido pela Estamo, que irá servir para financiar políticas públicas de habitação. A hasta pública, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, esta terça-feira, 31 de março de 2026, permitiu arrecadar mais de 21 milhões de euros. Houve muitos interessados, a maioria dos quais sociedades de investimento imobiliário. 

O imóvel mais valioso deste lote, um edifício de serviços com dez andares na Avenida Visconde de Valmor, em Lisboa, onde funcionava a Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE), foi arrematado ao fim de 18 licitações por 15.726.900 euros, pela sociedade H-Muprobimo, conta o Observador. O valor final ficou cerca de 2,7 milhões de euros acima do preço base de licitação. 

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O imóvel que suscitou maior interesse no leilão do Estado fica localizado entre o Saldanha e a Fundação Gulbenkian. Trata-se de um prédio de seis andares na Rua Filipe Folque, que foi adquirido pela Timeless Wizard por 5.213.754 euros. A empresa revelou ao jornal que pretende reconverter o imóvel para habitação destinada ao mercado de arrendamento, no âmbito da nova lei que prevê uma taxa de IVA reduzida (6%) para projetos de construção e reabilitação.

Fora de Lisboa, o terreno rústico “Bouça das Cruzes”, em Marco de Canaveses, foi adquirido pelo empresário Rui Moura - dono da Maquivessadas, empresa de venda e aluguer de máquinas e equipamentos para construção civil - por 164.200 euros, ligeiramente acima do preço base. O comprador foi o único licitante para este ativo.

Em contrapartida, três parcelas de terreno para construção na Póvoa de Varzim não registaram qualquer interesse, tendo o leilão sido declarado deserto para esse lote.

Esta foi a primeira de três sessões previstas para 2026, no âmbito da estratégia do Governo de alienação de património público, com o objetivo de financiar políticas de habitação. Estão ainda previstos novos leilões ao longo do ano.

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