
O Alojamento Local (AL) continua a agitar o setor imobiliário, e já não é só em território continental – sobretudo nos grandes centros, como Porto e Lisboa – que a atividade dá sinais de franca expansão. O negócio das casas para turistas já chegou às ilhas. O turismo alimenta o negócio, tanto que nos Açores, por exemplo, já existem mais de 1.600 unidades de AL.
“Segundo os dados estatísticos oficiais, desde 2014 que o mercado imobiliário nos Açores tem vindo a crescer. Esta subida evidenciou-se de forma mais acentuada em 2016, com um crescimento de 31% no número de imóveis transacionados”, disse ao Expresso Ricardo Resendes, diretor da Century 21 Azor.
Miguel Tavares, responsável da Remax Ilha, garantiu à publicação que a atividade renasceu em São Miguel, mas que também é evidente em outras ilhas, tais como Santa Maria, Pico ou Terceira. “A melhoria da confiança e os baixos reembolsos dos depósitos levaram os açorianos a olharem para o imobiliário”, referiu o responsável.
Há cada vez mais turistas e, por conseguinte, mais casas a serem colocadas ao serviço do AL. A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) revelou dados que mostram que no final de novembro existiam 1631 unidades de AL na região, com destaque para 764 em São Miguel, 317 no Pico e 219 na Terceira, entre quartos, moradias, apartamentos, hospedagens e hostels.
“Muita gente faz alojamento local, utilizando as poupanças que tem. O que tem levado à reabilitação do centro”, sublinhou o responsável da Remax Ilha, referindo-se a Ponta Delgada, a capital da região, na ilha de São Miguel.
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