A precariedade continua a assombrar o mercado de trabalho português. A percentagem de contratos precários situou-se no segundo trimestre nos 22,1%. Trata-se de um valor superior àquele que foi registado no auge da crise, em 2013, altura em que o peso destes contratos oscilou entre os 21,1% e os 21,7%, em termos trimestrais.
No segundo trimestre havia 4,065 milhões de trabalhadores por conta de outrem em Portugal, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo Expresso. A maioria desses trabalhadores tinha um contrato sem termo (cerca de 77,9%), e os restantes (22,1%) um vínculo laboral precário. Esta última percentagem seria ainda maior se o INE incluísse neste grupo os “falsos recibos verdes”, que são contabilizados no grupo dos trabalhadores independentes.
Os números revelam que a recuperação da economia e do desemprego não está a impulsionar a criação de vínculos laborais mais estáveis, como seria de esperar.
Segurança Social recorre a precários para tratar reformas pendentes
A Segurança Social vai contratar, até ao final de agosto, 44 trabalhadores em regime de prestação de serviços para dar resposta aos atrasos na avaliação dos pedidos de reforma, avança o Dinheiro Vivo. Este reforço de pessoal é caracterizado por fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social como "medida de contingência", até serem contratados 70 novos funcionários por concurso público.
O concurso externo para estas contratações vai arrancar ainda esta semana, e pretende contratar 200 novos funcionários (150 assistentes técnicos e 50 técnicos superiores), sendo que cerca de 70 serão alocados ao Centro Nacional de Pensões (CNP). O processo, contudo, ainda deverá demorar alguns meses até ficar concluído.
Para poder comentar deves entrar na tua conta