Rendas antigas congeladas em cima da mesa outra vez

Governo diz estar "a avaliar os diversos cenários de intervenção" no âmbito do OE2022.
Rendas antigas
Photo by Ilana Reimer on Unsplash

O período de transição para atualizar os contratos de rendas anteriores a 1990 (com mais de 30 anos) termina no próximo ano, depois de ter sido prorrogado por duas vezes. Ao que tudo indica, o Governo está a estudar novas intervenções nesta matéria, numa altura em que prepara o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), e manter as rendas antigas congeladas é uma opção que volta a estar em cima da mesa.

"Tendo em consideração estes prazos, o Governo está a avaliar os diversos cenários de intervenção no âmbito da elaboração do OE 2022", disse a Secretaria de Estado da Habitação, sem adiantar mais pormenores, em declarações ao Dinheiro Vivo.

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"O NRAU [Novo Regime do Arrendamento Urbano] prevê um período transitório, atualmente de 10 anos, com regras específicas para a atualização das rendas dos contratos de arrendamento habitacional" anteriores a 1990 e, findo esse prazo, "os contratos podem transitar para o NRAU, sendo certo que a real eficácia apenas se verifica no final de 2022", acrescentou.

Se o Governo decidir manter as rendas antigas congeladas, prolongando o período para a atualização dos contratos, irá, mais uma vez, apanhar desprevenidos os proprietários dos imóveis, nota a publicação. No ano passado, o executivo de António Costa alargou até novembro de 2022 esse prazo sem que os senhorios tivessem conhecimento prévio, de acordo com o DV.

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