Num contexto de alta inflação e subida dos juros nos empréstimos habitação, quem quer avançar com a construção de uma casa nova vai deparar-se com mais uma agravante: os custos de construção subiram 2,9% em junho face ao mesmo período do ano passado. E esta evolução deveu-se, sobretudo, ao aumento do custo da mão de obra neste período, em 7,9%, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Em junho de 2023, estima-se que os custos de construção de habitação nova tenham aumentado 2,9% em termos homólogos, mais 0,1 pontos percentuais (p.p.) que o observado no mês anterior”, explica o INE no boletim publicado esta terça-feira, dia 8 de agosto.
Mas porque é que o custo de construção de casas novas subiu em junho? O gabinete nacional de estatística revela que este aumento de deveu ao aumento dos custos da mão de obra:
- os preços dos materiais apresentaram uma variação de -0,6% (-0,7% no mês anterior);
- o custo da mão de obra aumentou 7,9%, mais 0,1 p.p. que em maio.
Entre os materiais de construção, os que “mais influenciaram negativamente a variação agregada do preço estão o aço para betão e perfilados pesados e ligeiros e a chapa de aço macio e galvanizada, que apresentaram decréscimos de cerca de 30% em termos homólogos”, esclarecem desde o instituto. Por outro lado, o cimento ficou 20% mais caro, e as madeiras e derivados de madeira e o betão pronto subiram os preços acima dos 15%.
Já variação mensal dos custos da construção foi de 0,1% em junho, igual à do mês anterior. E aqui, o custo dos materiais desceu 0,4%, enquanto o da mão de obra subiu 0,8%.
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