Preços dos alimentos mais do que duplicaram para os consumidores

Em causa estão dados da plataforma do Observatórios de Preços agroalimentar.
preços dos alimentos
Jornal de Negócios

Dados do Observatório de Preços Agroalimentar, apresentado esta quarta-feira, 13 de setembro de 2023, que compara a evolução dos preços de um cabaz de 26 produtos alimentares representativos das fileiras dos cereais, frutas, legumes, carne, peixe, ovos, azeite e laticínios, revelam que os preços médios mais do que duplicaram para os consumidores.

Entre 17 de julho e 13 de agosto, segundo cálculos do Jornal de Negócios, o tomate, curgete e cenoura foram os legumes que conheceram um aumento maior do diferencial entre produção e consumo no último ano. O tomate registou uma queda de 18,5% nos preços no produtor e uma subida de 19,6% no consumidor final.

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O "caso mais extremo" de produtos em que os preços homólogos tiveram maior subida junto do produtor do que no consumidor final é a batata, cuja diferença é de 66,6 pontos percentuais (subiu 92,6% na produção e 26% na distribuição). Seguida pela laranja, pescada, entremeada de porco e ovos de tamanho L.

Preço médio do azeite disparou 63% entre meados de julho e agosto

O preço médio do azeite no consumo, por exemplo, foi de 6,22 euros nas quatro semanas entre 17 de julho e 13 de agosto, valor que traduz uma subida de 63,68% (ou de 2,42 euros) em termos homólogos. Por comparação com as quatro semanas imediatamente anteriores, a subida foi de 0,94%.

Com uma subida homóloga do preço médio próxima dos 50% esteve a laranja, cujo quilo custou em média ao consumidor 1,44 euros no período considerado, refletindo um acréscimo de 47,26% do que no mesmo período de 2022 e de 15,73% face ao anterior.

O quilo de cebola e de cenoura no consumo registou, por seu lado, uma subida do preço médio de 44,9% e 42,7% respetivamente, em termos homólogos, ainda que face às quatro semanas imediatamente anteriores registem ambos descidas (-6,7% e 4,6%, pela mesma ordem).

preços dos alimentos
Foto de Pixabay

De acordo com a mesma informação, os sete produtos hortícolas para os quais é fornecida a evolução do preço registaram subidas homólogas no consumo, exceto a alface cujos 1,99 euros por quilo representa um recuo de 13,5% face ao mesmo período do ano passado e de 2,11% face ao anterior.

O Observatório de Preços permite também verificar a evolução do preço de alimentos na produção, com os dados disponíveis a indicarem que, no caso da alface, este recuou 38,61% por comparação com o preço praticado no mesmo período de 2022 e caiu 3,5% em relação ao período anterior.

À semelhança do que se verificou nos legumes, também nas frutas (considerando novamente o consumo) a tendência do preço médio foi de subida no que diz respeito à comparação com o preço registado um ano antes, sendo esta mais expressiva (além do caso já referido do quilo da laranja) na pera (+32,86%) e na maçã (19,2%), ainda que na variação em cadeia haja a registar descidas nestes dois frutos ou no quilo de pêssegos, por exemplo.

*Com Lusa

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