Empresas públicas e privadas reforçam compra de casas - quanto?

Venda de casas às famílias caiu mais que as transações a entidades durante 2023 face ao período homólogo, diz INE.
Comprar casa em Portugal
Foto de Los Muertos Crew no Pexels

Quem mais compra casas em Portugal são as famílias portuguesas (e também estrangeiras). Mas a verdade é que há uma percentagem de habitações que é adquirida por entidades, como empresas públicas e privadas, e por ainda instituições sem fins lucrativos. Em 2023, estas entidades protagonizaram a venda de 19.747 habitações, ou seja, 14,5% do total (um peso maior do que um ano antes, 13,3%).

Em 2023, a compra de casas levada a cabo por entidades públicas e privadas ganhou peso em Portugal, numa altura em que a venda de habitações a famílias caiu, revela o INE no boletim publicado esta segunda-feira, dia 27 de maio:

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  • Foram vendidas 19.747 habitações a entidades, representando 14,5% do total (mais que em 2022, quando só pesava 13,3%);
  • Transações habitacionais movimentaram um total de 4,5 mil milhões de euros, ou seja, 16,1% do total (também esta percentagem é superior à observada em 2022, de 14,2%).

Assim, as aquisições de habitações por entidades aumentaram o seu peso face ao total durante o ano passado. Mas em termos absolutos registaram um recuo face a 2022: o número de transações desceu 11,8% e o valor caiu 0,5%, indica o INE. 

No que diz respeito às vendas de habitações às famílias, em 2023, observou-se uma redução de 19,8% relativamente ao ano anterior, fixando-se em 116.752 unidades. Estas vendas de casas a famílias mobilizaram 23,5 mil milhões de euros, menos 13,8% face a 2022, recorda o instituto.

De notar ainda que o preço das habitações adquiridas por empresas (ou outras instituições) e o preço das casas (medido pelo Índice de Preços da Habitação) "apresentaram comportamentos e amplitudes semelhantes em termos de taxas de variação homólogas em 2023", revela o INE. No final do ano, o ritmo de crescimento de preços ficou compreendido entre 7% e 8%, valores substancialmente inferiores aos registados em 2022.

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