Casas novas: custos de construção aceleram em junho para 3,7%

Mão de obra continua a ser escassa e cada vez mais cara influenciado os preços da construção de habitação, revela INE.
Custo de construir casas novas
Freepik

A construção de casas novas em Portugal está a ficar cada vez mais cara. E os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira divulgados revelam que o custo de construção de habitação nova aumentou 3,7% em junho face ao mesmo período do ano passado, tendo mesmo acelerado o crescimento muito por culpa dos altos custos da mão de obra.

“Em junho de 2024, estima-se que os custos de construção de habitação nova tenham aumentado 3,7% em termos homólogos, mais 0,4 pontos percentuais (p.p.) que o observado no mês anterior”, revela o INE no boletim estatístico publicado esta quinta-feira (dia 8 de agosto).

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O que também é bem visível é que o custo de construir casas novas está a acelerar muito por culpa da mão de obra (que é escassa no nosso país):

  • Preços dos materiais de construção apresentaram uma variação homóloga de 0,1% em junho (+0,4 p.p. face ao mês anterior). E contribuíram com 0,1 p.p para o custo geral de construção;
  • Custo da mão de obra aumentou 8,4% neste período, mais 0,2 p.p. do que em maio. E, assim, contribuiu com 3,6 p.p. (3,5 p.p. no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN).

Entre os materiais de construção que mais influenciaram negativamente a variação agregada do preço estão os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização com uma descida de cerca de 15%, bem como a chapa de aço macio e galvanizada e os vidros e espelhos com reduções de cerca de 10%. Em sentido oposto, destacaram-se os consumos de produtos energéticos, o fio de cobre nu e revestido e os betumes e com crescimentos homólogos de cerca de 10%.

A aceleração da subida do custo da construção de casas novas no nosso país também é bem visível na taxa de variação mensal, que foi de 0,4% em junho, 0,3 p.p. superior à do mês anterior. Também aqui foi o custo da mão de obra que mais influenciou este agravamento de preços (+1,2%), até porque os preços dos materiais desceram ligeiramente (-0,2%).

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