Vivendas com três quartos ou mais são o tipo de casas mais desejadas. Já nos apartamentos a realidade é outra, mostra idealista.
Tipologias mais procuradas de casas à venda
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O espaço em casa continua a ser valorizado por quem vive e investe no imobiliário em Portugal. Seja porque se quer ter uma casa própria onde ver a família crescer, ter um escritório bem delimitado, um ginásio em casa ou até um quarto extra para receber familiares e amigos. Esta necessidade, que também é critério de quem quer comprar um imóvel para arrendar, reflete-se nas tendências de pesquisa de casas à venda. Os dados mais recentes do idealista revelam que as moradias com três ou mais quartos dominam a procura de casas à venda em Portugal. Mas o mesmo não acontece no caso dos apartamentos, onde predomina o interesse por habitações mais pequenas.

Para muitas famílias ter mais espaço em casa pode ser sinónimo de maior conforto, flexibilidade e qualidade de vida. E talvez por isso é que há uma clara tendência na procura de moradias à venda em Portugal: quase 70% do interesse centra-se em imóveis com, pelo menos, três quartos, tal como mostram os dados do idealista/data referentes ao último trimestre terminado em novembro de 2025. Também nas casas de campo para comprar há uma clara inclinação por imóveis mais espaçosos.

Já no que toca aos apartamentos à venda a realidade é outra. Só cerca de um em cada três potenciais compradores que procura um apartamento é que tem preferência por tipologias superiores (T3, T4 ou mais quartos). São mesmo as casas mais pequenas – com um quarto ou dois – que despertam interesse à maioria dos futuros proprietários (61%), com especial destaque para os apartamentos T2 (42%).

Afinal de contas, comprar uma casa espaçosa também traz desafios para as famílias e para os seus orçamentos – sejam moradias, casas de campo ou apartamentos. Geralmente, as casas com vários quartos apresentam preços finais mais elevados, além de terem custos fixos e variáveis mais altos (com o IMI, manutenção, condomínio…). A limpeza de casas grandes também requer mais tempo e custos, além de tenderem a apresentar maiores despesas com energia (com luz, aquecimento, etc).

Qual é a tipologia de habitação mais disponível em Portugal?

Regra geral, estas tendências de procura acabam por ir ao encontro da disponibilidade destes imóveis no mercado residencial. Salta à vista, desde logo, que são as tipologias superiores que têm maior representatividade quer nas moradias, quer nas casas de campo à venda.

Em concreto, as tipologias T3 e T4 (ou superior) representam 83% do total de moradias à venda nos últimos três meses terminados em novembro de 2025. Enquanto as moradias com dois quartos pesam 13% no total do stock, as moradias com um quarto representam apenas 4%. 

Também nas casas de campo verifica-se que a maioria da oferta para venda diz respeito a habitações com pelo menos três quartos (63% do total). Os T2 representam 15% da oferta de casas rústicas, enquanto os T1 pesam 17%, mostram os mesmos dados do idealista/data.

Por outro lado, a oferta mais expressiva no caso dos apartamentos são mesmo os T2 (36%), seguido dos T3 (35%) e T1 (16%). Os apartamentos com quatro quartos ou mais representam apenas 9% da oferta total para este tipo de casa.

Há um ponto em comum entre moradias, apartamentos e casas de campo: os imóveis sem quartos (T0) são os que têm menor representatividade em todos os stocks, o que sugere que são bem escassos no mercado residencial português. A procura por estúdios ou T0 é também a menos expressiva entre as tipologias.

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