O ano de 2025 demonstrou-se bastante positivo em termos de investimento imobiliário comercial em Portugal, atingindo os 2,7 mil milhões de euros, que se traduz num aumento de 11% face ao ano anterior. Este crescimento coloca o mercado 13% acima da média dos últimos três anos e consolida a sua trajetória de recuperação sustentada.
De acordo com os dados do departamento de Investimento da Savills Portugal, registaram-se operações de maior dimensão e de maior concentração de capital por ativo, com o ticket médio por transação a aumentar 5%. O ano fechou de forma sólida, com um volume investido de 902 milhões de euros só no quarto trimestre.
Em comunicado, Pedro Figueiras, Head of Capital Markets da Savills Portugal, revela que “o mercado imobiliário português entra em 2026 numa posição particularmente favorável, beneficiando da estabilização das taxas de juro, de uma inflação mais controlada e da retoma gradual do crescimento europeu”, acrescentando que “este enquadramento macroeconómico cria condições para desbloquear decisões de investimento que estiveram em pausa e reforça o apetite por ativos core em localizações prime”.
“Depois de um 2025 marcado pela recuperação dos volumes e pelo regresso de transações de grande escala, 2026 apresenta-se como um ano especialmente promissor para todos os setores do imobiliário comercial”, conclui o responsável.
Retalho lidera o volume investido
O setor do retalho representou 32% do volume total investido, especialmente no que toca a centros comerciais, que registaram um crescimento homólogo de 26%.
Em termos de crescimento, foram os segmentos de escritórios e logística que mais cresceram em 2025 (92% e 114%, respetivamente), ainda que tenham registado as quotas de mercado mais reduzidas. Já o segmento hoteleiro manteve um nível estável de investimento em 2025.
Peso dos investidores no mercado português foi reforçado
O capital nacional representou aproximadamente 35% do volume investido, o que reforça o peso dos investidores no mercado português. No que respeita ao investimento ‘cross-border’, os investidores espanhóis lideraram com 23% do volume, surgindo logo depois os investidores do Canadá, França e Reino Unido, representando, em conjunto, metade do capital internacional aplicado no nosso país.
As operações em portefólio representaram cerca de 22% do volume total, refletindo a predominância de transações de maior escala. A atividade esteve maioritariamente concentrada nas cidades de Lisboa e Porto (65%), com destaque para o crescimento de segmentos alternativos como ginásios, escolas e data centres.
Yields estáveis ao longo do ano
As yields mantiveram-se estáveis ao longo do ano, salvo duas exceções: o aumento de 25 pontos base nos escritórios, fixando-se em 5,00%, e a compressão para 4,25% (‑25 pontos base). No ‘high street retail’, de modo geral, as yields mantiveram-se estáveis ao longo do ano.
A venda de 50% do NorteShopping esteve em destaque em termos de transações, assim como a aquisição das residências de estudantes Livensa Living e a venda do hotel Cascais Miragem.
Boas perspetivas para 2026
Apoiado no dinamismo do ano passado e numa trajetória de crescimento consistente em todos os segmentos do mercado, o cenário para 2026 é favorável, com as projeções a apontar para a continuidade dos níveis de atividade e para a manutenção da liquidez.
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