Executivo está empenhado em recuperar o país e já tem vários planos de intervenção, alguns a 25 anos, revelou o primeiro-ministro.
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Apoios à reconstrução após o mau tempo em Portugal
Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal Getty images

Luís Montenegro afirmou esta quinta-feira (12 de fevereiro de 2026) em Alcácer do Sal que o Governo está empenhado em recuperar o país e já tem vários planos de intervenção, alguns a 25 anos. As fontes de financiamento do novo Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que o primeiro-ministro chamou PTRR, são múltiplas: desde o Orçamento do Estado, ao Fundo Ambiental, ao Banco de Fomento, ao BEI, ao Fundo de Solidariedade e ao PT2030. As estimativas apontam para prejuízos (provocados pelo mau tempo) superiores a 4.600 milhões de euros.

“O Governo está todo mobilizado para podermos apresentar ao país o nosso PTRR, Portugal Recuperação e Resiliência, e para podermos também ter depois todos os departamentos do Estado e a sociedade civil mobilizada, segundo um princípio que é também o de termos uma economia mais produtiva, mais competitiva, maior capacidade de criação de riqueza, porque um país, para poder sustentar todos estes projetos, tem de criar riqueza”, disse Luís Montenegro.

O governante, que falava aos jornalistas durante uma visita a Alcácer do Sal, um concelho do distrito de Setúbal que tem sido fortemente atingido pela subida de nível das águas do Sado, que atingiu cerca de dois metros de altura nas zonas mais baixas da cidade, destacou também outros programas que estão a ser desenhados pelo Executivo no âmbito de uma estratégia a longo prazo.

“O programa Água Que Une está desenhado para 25 anos, para, precisamente, gerir todos os cursos de água, o armazenamento e a possibilidade de a podermos utilizar, quer para consumo doméstico, quer para as nossas atividades económicas, esse bem essencial, em particular, em zonas onde faz mais falta e onde se verificam períodos de seca”, explicou Luís Montenegro.

“Essa é uma das componentes. A outra é o nosso plano relativamente à floresta, que é um plano que também está desenhado a 25 anos e que temos agora também que acelerar, porque a gestão da floresta também tem muito que ver com a resiliência dos nossos solos, dos nossos cursos de água, da nossa capacidade de gestão e até de sustentabilidade” acrescentou.

Luís Montenegro salientou ainda que, a par destas intervenções, o Governo pretende também melhorar a capacidade de resposta de outras áreas fundamentais. “A isso vamos juntar as infraestruturas críticas, rede de abastecimento de energia elétrica, rede de comunicações e telecomunicações, abastecimento de água, de saneamento, tudo aquilo que são serviços essenciais”, sublinhou.

“Nós temos um programa que é o ProRio, que neste momento já em curso. Nós já estamos a fazer obras, muitas vezes até de pequena monta, de gestão de cursos de água, de limpeza de cursos de água, de construção de pequenas barragens, de pequenas represas, quer para uma utilização nomeadamente agrícola, quer para proteção ambiental”, frisou.

Mau tempo em Portugal
Alcácer do Sal foi uma das regiões em Portugal mais afetadas pelo mau tempo Getty images

PTRR terá várias fontes de financiamento

Segundo o ECO, o novo Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, o já referido PTRR, terá dois pilares fundamentais: um de recuperação da catástrofe e outro de resiliência para ajudar a enfrentar desafios futuros semelhantes, que permita uma resposta à crise mais estruturada, planeada e coordenada. 

A publicação adianta, ainda, que o PTRR terá várias fontes de financiamento: o Orçamento do Estado, o Fundo Ambiental, o Banco de Fomento, o Banco Europeu de Investimento (BEI), o Fundo de Solidariedade, o PRR e o PT2030.

*Com Lusa

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