O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira (12 de fevereiro de 2026) que haverá um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas. Durante uma visita as zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal, Luís Montenegro anunciou também que o Conselho de Ministros aprovou o aumento do montante global da linha de crédito à tesouraria de 500 para mil milhões de euros para as empresas afetadas pelo mau tempo.
“Ainda não é o dia para poder anunciar ao país exatamente o plano que temos em mente para os próximos anos em Portugal, mas posso já avançar - que hoje tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros - e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território”, afirmou, em declarações transmitidas por alguns meios de comunicação social no local.
Montenegro disse entender os apelos feitos para colocar “determinados territórios no âmbito da situação de calamidade, no âmbito da situação de contingência”, e assegurou que “ninguém vai ser esquecido”.
“Nós vamos ter uma resposta nacional para um problema que afetou todo o território: nós teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência Português, exclusivamente português, para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica”, disse.
Por outro lado, o objetivo deste programa, explicou, será também fazer “uma atuação que é absolutamente imprescindível sobre as infraestruturas mais críticas”.
“Infraestruturas básicas, infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, de abastecimento de energia elétrica, de abastecimento de água, de serviços públicos. Nós temos pela frente um desafio enorme nos próximos anos de podermos recuperar e também de nos tornarmos mais resistentes para uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade”, disse.
Governo sobe para mil milhões montante global da linha de crédito à tesouraria
Durante a mesma visita, o chefe de Governo anunciou que o Conselho de Ministros aprovou o aumento do montante global da linha de crédito à tesouraria de 500 para mil milhões de euros para as empresas afetadas pelo mau tempo.
Durante a visita, acompanhada por alguns órgãos de comunicação social que já se encontravam no local, Luís Montenegro foi abordado por uma lojista que se queixou de falta de apoio e tentou explicar-lhe algumas das medidas já aprovadas pelo Executivo na resposta às consequências do mau tempo, como a linha de crédito à tesouraria.
“Neste momento, já temos à volta de 3.500 candidaturas, já com 700 milhões de euros. Nós hoje [dia 12 de fevereiro de 2026] no Conselho de Ministros subimos de 500 para 1.000 milhões de euros o volume global. É um empréstimo, é verdade, mas é um empréstimo que dá um período de carência”, explicou à comerciante.
O primeiro-ministro voltou a insistir na responsabilidade das seguradoras, dizendo que foi garantido ao Governo “que cerca de 80% das peritagens seriam feitas no espaço de 15 dias”, e aproveitou para deixar um apelo às câmaras municipais: “Além de todo o esforço que estão a fazer de proteção da vida das pessoas e dos bens, precisamos que façam o acompanhamento das vistorias rapidamente para podermos disponibilizar o dinheiro, quer para a ajuda das casas, quer para a ajuda dos comércios”.
Na visita, Montenegro esteve acompanhado pela presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos (PS), pela ministra do Ambiente e Energia, Graça Carvalho, e pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro.
O primeiro-ministro afirmou, como já tem dito em outras ocasiões, que todos os apoios estão a chegar a pessoas e empresas “com uma rapidez muito grande”. “Sei que dizer isto pode parecer um bocadinho difícil de compreender a quem está na dificuldade, mas é preciso atender a tudo aquilo que aconteceu noutras circunstâncias similares… Nós estamos a fazer o esforço máximo que é possível”, assegurou.
*Com Lusa
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