Dia Mundial do Sono: existem 5 tipos – sabes qual é o teu?

Descobre os 5 tipos de sono e percebe como cada perfil pode afetar a tua saúde no Dia Mundial do Sono.
Dormir bem
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Dormes bem ou acordas sempre cansado, mesmo depois de oito horas na cama? No Dia Mundial do Sono, que se assinala todos os anos em março, volta a falar-se da importância do descanso para a saúde física e mental. 

Estudos recentes identificaram cinco perfis de sono distintos, cada um com impactos diferentes no organismo. Perceber em qual te enquadras pode ajudar-te a melhorar a qualidade do sono e a prevenir problemas como fadiga crónica, ansiedade ou doenças cardiovasculares. 

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A boa notícia é que, com pequenas mudanças, é possível evoluir para um padrão mais saudável.

Porque é que o Dia Mundial do Sono é importante?

O Dia Mundial do Sono é promovido anualmente pela World Sleep Society com o objetivo de alertar para os distúrbios do sono e para o impacto que dormir mal tem na saúde pública. 

Segundo dados internacionais, a privação de sono está associada a um maior risco de hipertensão, diabetes tipo 2, depressão e enfarte. Em Portugal, vários estudos indicam que uma parte significativa da população dorme menos de 7 horas por noite, valor mínimo recomendado para adultos.

Dormir mal não afeta apenas o humor – compromete a memória, a concentração, a produtividade e até o sistema imunitário. Por isso, perceber o teu perfil de sono pode ser o primeiro passo para corrigir hábitos.

Os 5 tipos de sono

Investigadores internacionais analisaram padrões de descanso em milhares de adultos e identificaram cinco perfis principais de sono. Estes grupos ajudam a compreender como diferentes comportamentos noturnos influenciam a saúde a médio e longo prazo.

O dorminhoco saudável

Acordar bem disposto
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Este é o perfil ideal. Dormes entre 7 a 9 horas por noite, adormeces facilmente e raramente acordas durante a madrugada. Acordas com sensação de descanso e manténs energia estável ao longo do dia.

Características principais:

  • Horário regular para deitar e acordar;
  • Poucas interrupções do sono;
  • Boa qualidade percebida do descanso;

Este padrão está associado a menor risco de doenças metabólicas e cardiovasculares.

O dorminhoco curto

Dificuldade em concentrar
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Dormes menos de 6 horas por noite de forma consistente. Muitas vezes acreditas que "funcionas bem assim", mas a privação crónica de sono acumula efeitos negativos.

Possíveis consequências:

  • Maior risco de obesidade e diabetes;
  • Diminuição da capacidade de concentração;
  • Irritabilidade frequente.

A longo prazo, dormir pouco está associado a maior mortalidade, segundo vários estudos epidemiológicos internacionais.

Insónias persistentes

Insónias
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Tens dificuldade em adormecer ou acordas várias vezes durante a noite, com dificuldade em voltar a dormir. Este perfil é frequentemente associado a níveis elevados de stress ou ansiedade.

Sinais comuns:

  • Demoras mais de 30 minutos a adormecer;
  • Acordas antes do despertador sem conseguir retomar o sono;
  • Sensação constante de cansaço.

A insónia crónica pode aumentar o risco de depressão e problemas cardiovasculares se não for tratada.

O dorminhoco irregular

Acordar cansado
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O teu horário de sono muda constantemente. Durante a semana dormes pouco, ao fim de semana tentas compensar. Este padrão é conhecido como "jet lag social".

Impactos possíveis:

  • Alterações no ritmo circadiano (relógio biológico);
  • Maior fadiga durante a semana;
  • Dificuldade em manter rotina produtiva.

A irregularidade constante pode afetar o metabolismo e o equilíbrio hormonal.

O sono fragmentado

Trabalhar com sono
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Consegues adormecer, mas acordas várias vezes ao longo da noite. Pode estar associado a apneia do sono, dores crónicas ou outros problemas médicos.

Sintomas frequentes:

  • Sensação de sono leve;
  • Ronco intenso (em alguns casos);
  • Sonolência diurna excessiva.

A apneia do sono, por exemplo, está associada a maior risco de hipertensão e doenças cardíacas, segundo dados clínicos.

Como saber qual é o teu tipo de sono?

Para identificares o teu perfil de sono, começa por observar durante duas semanas:

  • Quantas horas dormes realmente;
  • A que horas te deitas e acordas;
  • Quantas vezes acordas durante a noite;
  • Como te sentes ao acordar.

Se suspeitares de insónia crónica ou apneia do sono, deves procurar o teu médico de família ou uma consulta de medicina do sono.

Como melhorar a qualidade do sono?

Independentemente do teu perfil, há estratégias comprovadas que ajudam a dormir melhor:

  1. Mantém horários regulares, mesmo ao fim de semana;
  2. Evita ecrãs pelo menos 60 minutos antes de deitar;
  3. Reduz consumo de cafeína após as 16h;
  4. Cria um ambiente escuro, silencioso e fresco no quarto;
  5. Pratica atividade física, mas não imediatamente antes de dormir;

Pequenas mudanças consistentes podem fazer diferença significativa em poucas semanas.

Dormir bem é investir na tua saúde

Dormir bem
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O Dia Mundial do Sono é mais do que uma data simbólica. É um lembrete de que dormir não é perda de tempo – é um pilar essencial da saúde, tal como a alimentação equilibrada e o exercício físico. 

Saber qual dos cinco tipos de sono descreve melhor o teu padrão pode ajudar-te a agir antes que surjam problemas mais graves. Se acordas cansado todos os dias, talvez não seja normal – e pode haver solução. O primeiro passo é prestar atenção aos teus hábitos. O segundo é agir.

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