Museu da Cortiça de Silves volta a abrir ao público após 16 anos

Depois de 16 anos encerrado, o espaço devolve à memória coletiva algarvia um dos mais importantes acervos industriais da Europa.
Museu da Cortiça
Imagem retirada do site www.museudacorticasilves.pt

O Museu da Cortiça de Silves vai voltar a abrir ao público na histórica Fábrica do Inglês, no próximo dia 11 de julho, numa cerimónia de abertura que decorrerá entre as 18h e as 21h. A reabertura do espaço devolve à memória coletiva do Algarve um dos mais importantes museus industriais da Europa.

A Fábrica do Inglês, que acolhe este museu desde 1999, conta já com mais de 130 anos de história, fundada a 2 de janeiro de 1894 pelos industriais corticeiros Avern, Sons & Barris, com ligações à indústria londrina e catalã. Tendo sido o coração económico e social daquela cidade algarvia, a fábrica modernizou-se em 1918, sob gestão de Victor Sadler, consolidando-se como uma das maiores unidades corticeiras em Portugal.

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Mais tarde, à entrada para o século XXI, o espaço foi reconvertido no Museu da Cortiça, no ano de 1999. Dois anos depois, o museu foi distinguido com o Prémio Luigi Micheletti para Melhor Museu Industrial da Europa. Contudo, em 2009, o espaço viu-se obrigado a fechar por problemas de insolvência.

A sua reabertura apenas foi possível agora, mais concretamente a partir do dia 11 de julho. Para Elsa Lopes, Diretora do Museu da Cortiça, “devolver este museu a Silves é devolver à cidade uma parte de si mesma”. A responsável considera que “a Fábrica do Inglês nunca foi apenas uma fábrica — foi o lugar onde gerações trabalharam, construíram e pertenceram”. 

“Trazê-la de volta, com o cuidado que merece, é o compromisso mais exigente e mais significativo que assumimos neste projeto”, garante Elsa Lopes.

O artista Davi Kampu5 foi o escolhido pela Carvoeiro Branco, empresa portuguesa de promoção e desenvolvimento imobiliário sediada no Algarve, para criar a identidade visual do novo website do museu. Kampu5 tem obras expostas em Lisboa e em várias outras capitais europeias, assim como nos Estados Unidos, e a presença da sua linguagem artística pretende reforçar o posicionamento do Museu da Cortiça como espaço cultural vivo, uma plataforma de criação contemporânea.

Concerto marca noite de abertura

A cerimónia de abertura do museu vai acolher um momento cultural pelas 19h30. Trata-se do espetáculo “Ressonâncias”, um concerto para contrabaixo e poesia contemporânea, com Cristina Calvino e Zé Eduardo. Os poemas serão de João Luís Barreto Guimarães, Andreia C. Faria, Cláudia R. Sampaio, Nuno Júdice e Herberto Helder, entre outros autores contemporâneos.

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