“Mapa” de investidores imobiliários no país é cada vez mais diverso

A atratividade do mercado imobiliário nacional junto de estrangeiros continua a aumentar e as nacionalidades variam entre regiões.
EV Porto
Engel & Völkers

São cada vez mais diversificadas as nacionalidades dos investidores imobiliários em Portugal, num mercado que continua a consolidar-se como um dos mais atrativos da Europa. Mas as nacionalidades dos principais compradores variam de região para região.

De acordo com os dados do Market Report Portugal 2025-2026, da Engel & Völkers (E&V), os britânicos são os principais investidores no Minho. Atraídos pela qualidade de vida, património e valorização crescente da região, estes compradores britânicos, que procuram especialmente moradias, representam 95% do total de investidores.

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Já no Porto, embora os portugueses continuem a dominar o mercado (73%), assiste-se a um crescimento do investimento internacional (27%), onde se destacam os norte-americanos, seguindo-se os franceses e os espanhóis, enquanto na vizinha Vila Nova de Gaia o investimento estrangeiro é já um pouco superior (33%), embora seja o nacional a predominar (67%). Entre os compradores estrangeiros destacam-se os provenientes dos EUA, Reino Unido e França.

Villas
Engel & Völkers

Por sua vez, a região Oeste, que se tem afirmado no mercado residencial internacional, registou 55% de vendas a compradores estrangeiros, em transações imobiliárias realizadas pela E&V. Os norte-americanos voltam a ser os investidores com maior representatividade, assim como os franceses e os alemães. Fatores como a qualidade de vida, a proximidade à capital e os preços ainda competitivos explicam esta atratividade da região.

Em Cascais, 81,3% das vendas de imóveis foram feitas a compradores internacionais, onde se destacam as nacionalidades brasileira, russa e norte-americana. Por fim, no Algarve, o investimento estrangeiro é especialmente notório na Quinta do Lago e em Vale do Lobo, onde cerca de 80% dos compradores são internacionais, especialmente do Reino Unido e da Irlanda, mas também da Alemanha, Bélgica e Países Baixos. Em Vilamoura a percentagem é quase idêntica (75%). Os principais investidores são da Alemanha, Países Baixos e Bélgica.

Em comunicado, Margarita Oltra, Regional Manager da E&V, frisa que “Portugal continua a afirmar-se como um destino imobiliário de referência à escala global, mas aquilo que hoje distingue verdadeiramente o mercado é a sua diversidade”. 

Segundo a responsável, “cada região oferece uma proposta de valor própria e consegue atrair perfis diferentes de compradores, seja pela qualidade de vida, pela proximidade aos centros urbanos, pelo património, pela envolvente natural ou pelo potencial de valorização”, sendo esta diversidade que “torna o mercado português mais resiliente”.

Estes dados do estudo da E&V demonstram que a procura internacional no mercado imobiliário português está cada vez mais diversificada e que Portugal continua a consolidar-se como um dos destinos europeus residenciais e de investimento mais competitivos.

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