O Banco da Inglaterra manteve a taxa diretora em 3,75%, nível em que está fixada desde dezembro, e mostrou-se menos pessimista nas previsões de inflação e crescimento.
Contudo, o Banco de Inglaterra alerta para o risco de uma nova escalada da guerra entre Teerão e Washington.
"A inflação caiu mais rapidamente do que prevíamos, mas o conflito no Médio Oriente ainda implica preços de energia altos e voláteis", o que "deverá causar um novo aumento da inflação mais tarde este ano", indicou o governador do banco central britânico, Andrew Bailey, num comentário anexado ao relatório de política monetária.
"Não importa como o conflito vai evoluir, a nossa tarefa é garantir que qualquer aumento da inflação permaneça temporário e que regresse à nossa meta de 2%", insistiu Bailey.
Assim como a Reserva Federal dos EUA (Fed), o BoE optou pelo 'statu quo', pela quinta reunião consecutiva.
Três dos nove membros do Comité de Política Monetária (MPC) votaram, no entanto, a favor de um aumento da taxa de 0,25 pontos percentuais (p.p.).
A guerra no Médio Oriente que surgiu no final de fevereiro, ao impulsionar os preços dos hidrocarbonetos e reavivar os receios inflacionistas, interrompeu o ímpeto de queda das taxas dos banqueiros centrais.
O Banco da Inglaterra apresentou hoje três cenários para a economia britânica, condicionados pela evolução do conflito.
Na sua projeção central prevê uma inflação de 3% este ano no Reino Unido, com um pico de 3,2% no último trimestre, em linha com o que previa em junho, antes de cair nos anos seguintes.
O crescimento do produto interno bruto (PIB) no país deve, por sua vez, atingir 1,1% em 2026 e o mesmo em 2027 - o que constitui uma melhoria em relação às estimativas de abril.
A subida dos preços desacelerou em junho no Reino Unido, para 2,6% em termos homólogos, em parte graças à queda dos preços dos combustíveis.
Um alívio que pode revelar-se de curta duração para o país, pois as hostilidades recomeçaram com força total este mês entre os Estados Unidos e o Irão depois de um breve cessar-fogo, fazendo o barril de petróleo bruto subir brevemente acima de 100 dólares.
Em caso de escaladas repetidas das hostilidades, a inflação poderia subir para 4,5% no segundo trimestre de 2027, alerta o BoE - que temia em abril que a inflação disparasse para 6,2% nos três primeiros meses do próximo ano no pior dos casos.
A próxima reunião de política monetária do Banco de Inglaterra realiza-se em 17 de setembro.
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