No próximo sábado, dia 15 de agosto, assinala-se o Dia Internacional do Animal Abandonado. Este dia é assinalado no principal mês de férias de verão dos portugueses, quando o número de abandono de animais cresce substancialmente.
Para assinalar a data, e numa altura em que acontecem 40% dos crimes de abandono, segundo dados da GNR, a Tiendanimal revela informações importantes e cinco passos a seguir quando se encontra um animal de estimação sem o seu tutor.
- Avaliar a situação com segurança: o primeiro passo é a pessoa não se aproximar demasiado do animal, mas também não o deixar sozinho. Deve-se analisar se ele está ferido, desconfiado ou mesmo assustado, pois nesse caso poderá reagir de forma imprevisível. Em comunicado, António Dias, médico veterinário na Clinicanimal, clínicas veterinárias da Tiendanimal, recomenda que a pessoa se aproxime “devagar” e que fale “em tom calmo”, evitando “contacto visual direto ou movimentos bruscos” de modo a reduzir o risco de assustar o animal.
- Verificar se o animal tem coleira, chip ou qualquer sinal de tutor: nem todos os animais que encontramos na rua sem tutor foram abandonados, alguns podem estar perdidos e possuírem identificação. Por isso, deve-se verificar se o animal tem uma coleira ou medalha e, se sim, a recomendação é levar o animal a um centro de recolha oficial, a uma clínica veterinária ou a uma associação de proteção animal para que seja lido o microchip (obrigatório por lei).
- Contactar as entidades competentes: outra recomendação é contactar de imediato as autoridades, como a GNR, a PSP, o Centro de Recolha Oficial do respetivo município onde se encontra ou uma associação de proteção animal local.
- Não levar o animal para casa sem contactar com as autoridades: o médico veterinário António Dias alerta ainda para o facto de que “levar um animal para casa sem comunicar às autoridades pode estar a impedir o encontro com o tutor, mas sobretudo o animal não terá acesso a cuidados veterinários e, por isso, não fará o despiste de doenças transmissíveis ou tratamento de feridas, fundamentais para o bem-estar e segurança da família e do próprio animal”.
- Garantir água e um ambiente seguro, sem alimentar em excesso: enquanto se espera pela chegada de ajuda, uma das primeiras coisas a fazer deve ser fornecer água fresca e limpa ao animal e tentar que o mesmo fique numa zona com sombra, devido ao calor desta época do ano. Grandes quantidades de comida devem ser evitadas, uma vez que se desconhece o estado de saúde do referido cão ou gato.
Portugal continental tem atualmente mais de 930 mil animais abandonados, segundo os dados do ICNF, sobretudo gatos, que chegam aos 830 mil, enquanto os cães são aproximadamente 101 mil.
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