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Taxas para registo de certificado energético podem chegar aos 950 euros

O preço a pagar pelo certificado energético tem sido uma das questões que mais polémica tem levantado desde que a lei, que entrou em vigor a 1 de dezembro, passou a exigir este documento a partir do momento em que os imóveis sejam anunciados, seja para venda ou arrendamento O valor final do certificado reflete não só o serviço do técnico, mas também o registo do mesmo, que está sujeito ao pagamento de uma taxa variável definida pela ADENE (Agência para a Energia) e que acaba de aumentar.

Na opinião de Luís de Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) esta é uma situação altamente gravosa para os proprietários “na medida em que se cria mais uma exigência burocrática e altamente onerosa que dificulta o mercado imobiliário”. “Os preços agora exigidos são elevadíssimos, sendo que as taxas podem atingir os 65 euros nos edifícios habitacionais e os 950 euros nos edifícios não habitacionais”.

O presidente da ALP admite que os preços variam consoante os operadores, mas alerta que é preciso ter em conta o aumento a que as taxas de registo do certificado energético foram sujeitas (pela Portaria nº. 349-A/2013 de 29 de Novembro). "Antes da sua entrada em vigor o valor era estabelecido em função do fim, isto é, 45 euros mais IVA para os fogos destinados a habitação e 250 euros mais IVA para os não habitacionais. Com a entrada em vigor desta portaria os valores serão em função da tipologia no caso do uso ser habitacional e em função da área se o uso for não habitacional", esclarece.

(ver tabela abaixo)

Menezes Leitão critica ainda o valor “elevadíssimo” das coimas a aplicar caso os proprietários não cumpram o agora disposto na lei. “Podem oscilar entre os 250 e os 3.740 euros, no caso de pessoas singulares, e os 2.500 e os 44.890 euros, no caso de pessoas colectivas”, avisa o presidente da ALP.

 

Tabela de valores das taxas cobradas para o resgisto do certificado energético:*

Edifícios e Frações habitacionais
Tipologia T0 e T1 – 35 euros
Tipologia T2 e T3 – 45 euros
Tipologia T4 e T5 – 55 euros
Tipologia  T6 e superiores – 65 euros

Edifícios de comércio e serviços e frações comerciais ou de serviços
Área interior útil de pavimento igual ou inferior a 250 m2 – 150 euros
Área interior útil de pavimento superior a 250 m2 e igual ou inferior a 500 m2 – 350 euros
Área interior útil de pavimento superior a 500m2 e igual ou inferior a 5 000 m2 – 750 euros
Área interior útil de pavimento superior a 5 000 m2 – 950 euros

*Informação fornecida pela Associação Lisbonense de Proprietários

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3 Comentários:

6 Dezembro 2013, 13:50

Há que exigir do governo que aceite estes valores como despesa para efeitos de IRS. Se os alugueres são geradores de receita para o fisco, também as despesas TODAS com essa geração, DEVEM ser dedutíveis.
Estamos fartos de ser roubados vilmente por um Estado que nos gasta o dinheiro dos impostos em proveito próprio e nunca da comunidade que deveria servir!

7 Dezembro 2013, 14:41

In reply to by anónimo (not verified)

Concordo...

7 Dezembro 2013, 14:40

Bons Dias,
Na minha opinião que já vem tarde este certificado mas como sempre em portugal ,já vai mal feito ou pensado pois não esta explicado ou eu estou a perceber mal "desde já as minhas desculpas" mas para que serve este certificado?
é mais um imposto ou vai ter algo de útil? como Obrigar os proprietários a arranjar as casas assim as pessoas que vão para lá viver terem mais qualidade? o certificado vai obrigar os proprietários a baixar as rendas em acordo com o certificado energético da casa? ou ainda vão ser os inquilinos a pagar no final? bem pensado mas acho que poderia ser mesmo muito útil....

João pereira
Lisboa

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