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O futuro chama pelos NZEB, edifícios com necessidades energéticas quase nulas

Autor: Redação

Sabes o que são os NZEB? E sabes que todos os edifícios construídos a partir de 1 de janeiro de 2021 têm de ter um balanço energético perto de nulo? No artigo desta semana da rubrica semanal do idealista/news, dedicada à arquitetura e decoração, e assegurada pela Architect Your Home, contamos-te tudo sobre esta norma comunitária.  

Os NZEB (Nearly Zero Energy Buildings) são, portanto, edifícios com elevado nível de eficiência energética, quer pelo reduzido consumo de energia em relação a edifícios convencionais, quer pela existência de sistemas de produção de energia local que compensam as necessidades energéticas.

Já não falta assim tanto tempo para 2020, ano a partir do qual todos os edifícios novos deverão ser altamente eficientes e ter um balanço energético próximo do zero. O conceito já existe, mas vai passar a ser obrigatório. Acontece que cada estado-membro tem a liberdade de o definir e encontrar as metodologias para lá chegar. Dentro desta perspetiva as energias renováveis terão um novo impulso e uma utilização mais abrangente.

A sustentabilidade e a eficiência energética têm ganho, nos últimos anos, uma importância crescente na Europa e no mundo. Impulsionados pela crise económica, pela necessidade de, por um lado reduzir os custos, e por outro aumentar a autonomia energética, bem como pela crescente consciencialização das alterações climatéricas, levaram a que a melhoria da eficiência energética dos edifícios se tornasse numa estratégia considerada central no futuro da UE.

O consumo de energia por parte dos edifícios da UE tem vindo a conhecer aumentos nos últimos anos, sendo agora responsável por cerca 40% do seu consumo total, o que leva a que se assistam a elevados custos a nível económico e ambiental, com emissões de CO2 bastante elevadas, emissões essas que, como é vastamente conhecido, em muito contribuem para o aumento dos problemas climatéricos que ocorrem.

Por forma a reduzir a energia consumida nos edifícios europeus e, por conseguinte, os problemas económicos e ambientais que daí advém, em 2010 a UE publicou diretivas relativas ao desempenho energético, exigindo que todos os edifícios construídos a partir de 1 de janeiro de 2021 tenham um balanço energético perto de nulo, por via de construções erguidas com materiais que permitam uma maior eficiência neste campo, e por uma maior utilização de energias renováveis.

É neste contexto que surgem os NZEB, os edifícios com necessidades energéticas quase nulas. Os NZEB são, portanto, edifícios com elevado nível de eficiência energética, quer pelo reduzido consumo de energia em relação a edifícios convencionais, quer pela existência de sistemas de produção de energia local que compensam as necessidades energéticas, permitindo verificar-se um balanço relativo ao consumo anual de energia nos edifícios de quase zero.

Para se conseguir atingir as premissas desta opção construtiva deve-se, então, ter em conta duas fases primordiais. Na primeira fase é fundamental ter em consideração as necessidades energéticas do edifício e as possibilidades da sua redução, deve-se apostar em sistemas competentes, com equipamentos e iluminação eficientes. Deve-se pensar em tecnologia que garanta a otimização, quer térmica, quer dos ganhos solares. E deve-se ter um pensamento estratégico com sistemas passivos e com o aproveitamento de fatores naturais como a iluminação e a ventilação. Numa segunda fase, e por forma a suprir as necessidades energéticas restantes, entra a produção local de energia, com recurso a uma ou várias das diversas tecnologias já existentes.

Então, no centro do conceito NZEB está a crença de que um edifício deve conseguir ser eficiente, sem desperdícios energéticos, e capaz de produzir a sua própria energia de forma local, barata, renovável e não poluente, levando a que se obtenham benefícios na economia familiar e nacional e a uma melhoria da qualidade ambiental.

Pretende-se assim que o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, a par com as políticas de apoio à eficiência energética em curso, constitua também um instrumento para a dinamização do mercado da construção e reabilitação energeticamente eficientes, potenciando o mercado da Economia Verde, bem como o cumprimento das metas europeias para 2020, no caminho dos edifícios NZEB, edifícios com necessidades quase nulas de energia.