A Exponor – Feira Internacional do Porto volta a receber, entre os dias 18 a 21 de novembro de 2026, a Concreta, um evento que reúne profissionais das áreas da arquitetura, construção, design e engenharia. Entre os temas centrais desta edição, destaque para a construção colaborativa e sustentável, um conceito que se tem afirmado em Portugal como resposta aos desafios atuais como a crise da habitação ou da mobilidade profissional.
Esta abordagem construtiva será refletida nas soluções apresentadas pelas empresas expositoras alinhadas com esta temática, assim como nos conteúdos técnicos e nas atividades concebidas para a atualização e reflexão do setor da construção. Mais difundido no norte da Europa, o modelo de construção colaborativa e sustentável promove soluções de habitação e uso do espaço baseadas na cooperação entre empresas, entidades e cidadãos, incentivando a convivência através da partilha intergeracional de espaços, equipamentos, recursos e tarefas.
O certame, que teve a sua última edição nos dias 6 e 7 de novembro do ano passado, volta este ano a distribuir-se por áreas temáticas diversificadas e espaços de experimentação e incluirá ainda uma zona de inovação e startups. Além disso, haverá vários ‘talks’ com profissionais de renome do setor, lançamentos de produtos, sessões técnicas e apresentação de projetos disruptivos, de acordo com Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor. “Ao participarem, as empresas estão a posicionar-se onde as decisões acontecem: entre quem idealiza, faz acontecer e transforma a forma como se constrói”, acrescenta o responsável, em comunicado.
Esta edição volta a receber o Prémio Concreta UNDER 40, que distingue projetos de jovens arquitetos com idade igual ou inferior a 40 anos de idade, autores de pelo menos um projeto de construção, reconstrução, ampliação, alteração ou conservação de um imóvel destinado a utilização humana, ou qualquer outra edificação em território nacional, em domínio público ou privado. Os candidatos podem concorrer entre os dias 6 a 23 de outubro.
Com apoio técnico do Conselho Diretivo Regional do Norte (CDRN) da Ordem dos Arquitetos e com o patrocínio da Tintas CIN, esta iniciativa prevê a atribuição de prémios monetários aos três primeiros classificados (de 3.000, 2.000 e 1.000 euros).
Em 2024, o galardão foi ganho pelo projeto da Casa Mortuária de Barrancos, do Atelier Mesa. Trata-se de uma obra pública de “grande qualidade” executada com “contenção, sobriedade, simplicidade e coerência material”, e que evidenciou ao júri uma “integração sensível no território” e uma “pertinente configuração volumétrica” com uma relação direta com a paisagem, que potencia a temática interior/exterior e remete para a “interioridade e introspeção”.
Cerca de 85% dos visitantes da última edição da Concreta (entre arquitetos, engenheiros, técnicos, consultores, empreiteiros de obras, empresários, industriais da construção civil e outros) avaliaram a experiência de visita como boa ou excelente e mais de 73% demonstraram-se muito ou bastante satisfeitos com a configuração e a qualidade da feira. Entre eles, mais de 60% evidenciaram ter responsabilidade direta ou partilhada nas decisões de compra.
A edição deste ano da Concreta vai decorrer ao mesmo tempo da Eletrica, uma feira que reúne profissionais ligados ao setor elétrico, eletrónico, energético e de mobilidade. O certame conta com uma mostra altamente especializada de produtos, sistemas e tecnologias aplicadas à indústria, construção e mobilidade.
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