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Economia reabre a três passos em Portugal: as datas a ter em conta

Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho.

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Autor: Redação

O Estado de Emergência III está em vigor até sábado (2 de maio) e será, ao que tudo indica, o último declarado pelo Presidente da República na sequência da pandemia do novo coronavírus. Significa isto que o país se prepara agora para uma reabertura faseada da economia. Reabertura essa que terá três fases: 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. Fica a saber quais são os planos de Portugal – o Governo anuncia-os esta quinta-feira (30 de abril) – e de outros países para o pós-Covid-19.

Segundo a SIC, o primeiro-ministro António Costa reuniu quarta-feira (29 de abril) com os partidos para discutir a reabertura da economia. Em cima da mesa estão três fases – 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho –, sendo que cada fase será precedida de uma reunião com partidos e parceiros para avaliar as medidas em curso e outras a implementar.

“Em cada fase vai ser também preciso decidir se as medidas implementadas continuam, se devem ser adaptadas ou se é preciso voltar atrás”, escreve a publicação. O Governo anuncia hoje (30 de maio de 2020), depois de ouvir especialistas, partidos e parceiros sociais, de que forma se fará o regresso das atividades económicas.

Eis o que reabre em Portugal e quando (pode haver ainda alterações): 

1ª fase - 4 de maio

  • Espaços até 200 m2;
  • Pequeno comércio, preferencialmente com porta virada para a rua;
  • Cabeleireiros, barbeiros, stands de automóveis, conservatórias, serviços de atendimento ao público não concentrados;
  • Livrarias, bibliotecas e arquivos;
  • Autocarros com cabine no motorista de forma a isolá-los;
  • Reforço de autocarros na linha de Sintra;
  • Atividades desportivas individuais, como por exemplo o ténis e o golfe.

2ª fase - 18 de maio

  • Espaços até 400 m2;
  • Restaurantes, museus, cafés, esplanadas e similares;
  • Palácios;
  • Creches (numa primeira fase, os pais podem ainda optar por continuar de apoio à família);
  • Escolas (aulas presenciais para 11.º e 12.º anos);
  • Autarquias podem decidir pontualmente pela abertura de outros estabelecimentos. Por exemplo, se um espaço tiver mais de 400 m2 mas não concentrar muita gente, a autarquia pode mandar abrir.

3ª fase - 1 de junho

  • Espaços com mais de 400 m2;
  • Creches, pré-escola e ATL;
  • Lojas;
  • Lojas do Cidadão;
  • Centros comerciais;
  • Cinemas e teatros com lotação restringida;
  • Reinício das provas desportivas em recinto aberto mas sem público;
  • Desportos coletivos.

E nos outros países, como será?

Mesmo os países mais afetados pela pandemia, como Espanha, Itália e França, definiram planos para reabrir faseadamente “as portas”. Eis como, de acordo com o ECO, vai funcionar em alguns países. 

Espanha (reabertura a 2 de maio)

O país desenvolveu um plano para a transição para uma nova normalidade, que arranca a 2 de maio, que se vai desenrolar em várias fases, de entre seis a oito semanas, e deverá prolongar-se até junho.

As pessoas vão poder sair à rua para fazer desporto, sozinho ou com as pessoas com quem vive, algo que até agora não era possível devido às apertadas medidas de restrição, mas continuam interditas as deslocações entre províncias ou ilhas.

França (reabertura a 11 de maio)

Poderá abrir o comércio, bibliotecas e pequenos museus, mas não bares ou restaurantes, nem cinemas, teatros e salas de concertos. Os transportes públicos vão regressar gradualmente ao normal funcionamento, sendo obrigatório usar máscara.

As crianças do pré-escolar e básico podem regressar à escola, voluntariamente, sendo que as aulas são restringidas a 15 alunos. Estão proibidos todos os eventos culturais e desportivos que juntem mais de 5.000 pessoas até setembro e não haverá cerimónias religiosas antes de 2 de junho. Os convívios estão restringidos a dez pessoas e as praias e alguns parques vão continuar fechados pelo menos até 1 de junho.

Itália (restrições à circulação até setembro)

O Governo delineou um plano de quatro etapas para aliviar as medidas de restrição, mas os movimentos das pessoas vão continuar a ter restrições e as escolas vão manter-se fechadas até setembro.

As fábricas voltadas para exportações e projetos de construção pública podem retomar as atividades a partir da próxima semana enquanto a maioria da indústria italiana será reiniciada a partir de 4 de maio – um dia após o fim do bloqueio. A 11 de maio poderão abrir alguns estabelecimentos comerciais, como lojas de roupa e sapatos, e, na semana seguinte, restaurantes, bares e cabeleireiros.

Alemanha (escolas reabrem a 4 de maio)

O país começou a reduzir as medidas na semana passada, sendo que as lojas mais pequenas reabriram, mas um aumento da atividade social preocupou as autoridades de saúde do país. As máscaras serão obrigatórias nas lojas e nos transportes públicos e as escolas vão começar a reabrir a 4 de maio.

Os restaurantes vão continuar fechados, podendo fazer take-away e entregas. Bares, discotecas, teatros e salas de concertos ainda não vão poder abrir portas. 

Bélgica (restaurantes reabrem a 8 de junho)

O aliviar das medidas arranca a 4 de maio, quando empresas com operações ‘business-to-business’ e atividades industriais reabrem. Uma semana depois reabrem as retalhistas, exceto aquelas que não podem evitar o contacto físico, como cabeleireiros. As escolas abrirão progressivamente para estudantes de 6 a 18 anos a partir de 18 de maio, divididas por faixas etárias.

As máscaras serão obrigatórias a partir dos 12 anos e nos transportes públicos e os bares e restaurantes devem permanecer fechados até pelo menos 8 de junho.

Grécia (começa a abrir dia 4)

O confinamento começa a “aliviar” a partir de 4 de maio, num plano que se estende até meados de junho. Serão levantadas as restrições às deslocações dos cidadãos dentro do concelho de residência e reabertas algumas lojas, nomeadamente livrarias, cabeleireiros, lojas de eletrónica. As restantes lojas podem abrir portas a 11 de maio e os centros comerciais, restaurantes e hotéis devem retomar a 1 de junho. O uso de máscaras será obrigatório nos transportes públicos, hospitais e cabeleireiros.