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Apoios às rendas: Governo quer prolongar empréstimos, mas não as moratórias

Para a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, com as moratórias as “famílias vão acumular rendas e será mais difícil de pagar”.

Photo by Diogo Palhais on Unsplash
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Autor: Redação

O Governo quer prolongar as medidas de apoio às rendas, nomeadamente os empréstimos concedidos pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). Esta intenção já tinha sido anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, e voltou agora a ser confirmada pela secretária de Estada da Habitação, Ana Pinho. As moratórias deverão, de resto, ficar pelo caminho, uma vez que podem aumentar o endividamento das famílias.

“Estamos a começar a aliviar as medidas de contenção e já temos aprovado o primeiro pacote de medidas, que inclui a suspensão do prazo de caducidade dos contratos de arrendamento até setembro”, disse Ana Pinho, citada pelo jornal ECO, durante uma conferência virtual da OCDE sobre as medidas adotadas pelos países no campo da habitação por causa do coronavírus. A responsável adiantou que “o Governo vai ver se [o Parlamento] concorda com a extensão dos apoios do IHRU”.

Para as moratórias nas rendas, o entendimento é outro. “Não estamos a planear estender o mecanismo de flexibilidade, porque os empréstimos do IHRU são muito melhores para as famílias, uma vez que estas podem começar a pagar mais tarde”, referiu a secretária de Estado, explicando que, com as moratórias, as “famílias vão acumular rendas e será mais difícil de pagar”. A proposta do Governo, diz,  é “estender apenas este mecanismo [empréstimos], com o Estado a assumir a dívida para os senhorios”.

Pedro Nuno Santos já havia referido isso mesmo, nomeadamente que o “instrumento de atraso no pagamento não é o melhor”, explicando que “se os inquilinos recorrerem ao apoio do IHRU não precisam de se atrasar no pagamento aos senhorios”.