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Ocupação de escritórios cai a pique em Lisboa em maio: a culpa é da Covid-19

Maio é o primeiro mês a acusar impacto da pandemia na capital. Ainda assim, em termos anuais, os indicadores ainda são positivos.

Autor: Redação

A ocupação de escritórios em Lisboa atingiu 5.271 metros quadrados (m2) em maio, menos 82% que no mês anterior e menos 70% que no mesmo período do do ano passado. “É o primeiro mês com um impacto visível na absorção de escritórios na capital desde o início da pandemia”, refere a consultora JLL, em comunicado. Já no Porto, a ocupação de escritórios atingiu 1.834 m2, menos 68% que no mesmo mês do ano passado, mas mais 17% que em abril deste ano.

Segundo os dados que constam no mais recente Office Flashpoint da JLL, em termos anuais, os números não são tão negativos. Ou seja, a atividade acumulada do mercado de Lisboa em 2020 nos primeiros cinco meses do ano, de janeiro a maio, mantém-se 11% acima da do ano anterior, atingindo os 78.961 m2.

No caso da Invicta, a absorção acumulada do ano fica 10% acima de 2019, num total de 22.547 m2. Trata-se de um mercado que, “ao contrário do de Lisboa, tenha vindo a registar níveis baixos de atividade desde o princípio da pandemia”, conclui a consultora.

Segundo Mariana Rosa, Head of Office & Logistics Agency & Transaction Manager da JLL, a “travagem mais vincada da atividade em maio era expetável”. “A dinâmica de ocupação só não se ressentiu mais cedo porque nos dois meses anteriores já sob efeito do confinamento ainda se notou o impacto de operações que estavam a ser negociados antes desta circunstância. Obviamente que numa situação em que toda a economia e as empresas foram obrigadas ao confinamento, o mercado não sai imune. Contudo, é preciso relembrar que se trata de uma situação temporária, pois os fundamentais da procura continuam a existir, inclusive em termos de captação de empresas estrangeiras, quer em Lisboa quer no Porto”, explica. 

Os dados revelados pela JLL permitem conclur que, em maio, o mercado de Lisboa contabilizou 11 operações, numa procura marcada por áreas pequenas e sem registo de operações acima dos 1.000 m2 – a área média ocupada recuou, de resto, para os 479 m2. De referir que em termos acumulados contabilizam-se 48 operações, traduzindo uma área média de 1.645 m2. 

Já no Porto, há registo de três operações, embora apenas uma concentre mais de 95% do volume, ficando a área média do mercado nos 611 m2. Nos primeiros cinco meses do ano, contabilizam-se 20 operações com uma área média de 1.127 m2.