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Covid-19: compra e venda de casas e arrendamentos caem a pique em abril

Em causa estão dados preliminares revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Autor: Redação

O mercado residencial está a sentir o “abalo” da pandemia da Covid-19, tendo-se registado em abril de 2020 menos vendas de casas e menos arrendamentos que no mês anterior e no período homólogo. Em causa estão dados, ainda preliminares e “sujeitos a atualização posterior”, revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira (19 de junho de 2020). 

Segundo o INE, “a pandemia afetou o mercado habitacional de forma também diferenciada no território”. “Em abril de 2020, foram vendidos 5,1 alojamentos por mil alojamentos familiares clássicos em Portugal, o que representou uma diminuição de -19% face ao mês anterior e de -17% face ao período homólogo”, lê-se no boletim intitulado “Covid-19: uma leitura territorial do contexto demográfico e do impacto socioeconómico”.

“Ao nível regional, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa (7,1) e do Algarve (6,7), as restantes regiões apresentaram um número de vendas por mil alojamentos familiares inferior à referência nacional, destacando-se o Centro com o menor valor entre as sete regiões NUTS II do país: 3,8 alojamentos por mil alojamentos familiares clássicos. Em abril de 2020, verificou-se nas sete regiões NUTS II, uma diminuição do número de alojamentos vendidos por mil alojamentos familiares clássicos face ao mesmo mês do ano anterior, destacando-se, com diminuições superiores a 20%, o Algarve (-24,3%) e a Região Autónoma da Madeira (-20,5%)”, revela o INE.

No que diz respeito ao mercado de arrendamento, registaram-se em abril 2,2 novos contratos por mil alojamentos familiares clássicos no país, menos 50% que no mês anterior e menos 13% que em abril de 2019. 

“Ao nível regional, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa (2,9 novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares), as restantes regiões NUTS II apresentaram um número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos inferior à referência nacional. Em abril de 2020, verificou-se em Portugal e nas sete regiões NUTS II, uma diminuição do número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos face ao mesmo mês no ano anterior destacando-se, com diminuições superiores a 15%, a Região Autónoma dos Açores (-18,4%) e o Algarve (-17,7%)”, lê-se no documento.